Mineiros aumentam reivindicações salariais

Milhares de mineiros, na maioria funcionários da empresa Anglo Platinum (Amplats), reunidos num estádio de Rustenburg, a noroeste de Joanesburgo, exigiram hoje salários muito superiores aos reivindicados no início da atual greve.

Aos 12.500 rands (1.120 euros) de salário mensal que reivindicavam até agora, os mineiros acrescentaram agora aumentos nos subsídios de alojamento, risco, transporte e outros benefícios sociais.

Uma vez que a Amplats é, desde sempre, a empresa mineira que melhor paga, os seus trabalhadores deverão manter níveis salariais superiores aos das restantes minas em greve, de acordo com os mineiros.

As reivindicações dos milhares de mineiros da Amplat foram, após a reunião no estádio Blesbok, levadas à administração da empresa, em Rustenburg, a cerca de 120 quilómetros a noroeste de Joanesburgo e que é a capital da região mais rica em platina de todo o país.

Mametlwe Sebei, um dos líderes dos mineiros da Amplats e representante dos trabalhadores nas negociações com a empresa, exortou, sob forte aplauso dos milhares de participantes, os mineiros de todo o país a entrarem em greve "até que a indústria mineira esteja de joelhos" e aumente os salários do setor.

Sebei anunciou estar em curso um movimento que, a partir de domingo, levará ao encerramento de todas as minas de platina da região do noroeste.

Os mineiros não vão recuar perante nada até que as suas reivindicações sejam satisfeitas, sublinhou.

Este encontro, que decorreu em Rustenburg, tinha por objetivo criar uma frente comum entre os grevistas da Amplats e da Lonmin (em greve desde 10 de agosto último), mas poucos mineiros da Lonmin compareceram no estádio de Blesbok.

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