Milícia Shebab reivindica atentado com carro armadilhado

A milícia somali fundamentalista islâmica Shebab reivindicou hoje a autoria do atentado com um carro armadilhado que matou pelo menos dez pessoas e fez outros tantos feridos no centro de Mogadíscio, na Somália, informou a agência EFE.

A agência France Press, por sua vez, informou que o atentado terá provocado pelo menos 11 mortos. Numa mensagem no Twitter, o grupo rebelde revelou que, de acordo com os preceitos do seu líder, o Sheikh Abu Zubeyr, "os mujaedines realizaram o primeiro de uma série de atentados contra o regime apóstata".

Tratou-se "de uma explosão contra uma caravana que transportava o ministro apóstata do Interior (referindo-se ao atual ministro do Interior, Abdikarim Hussein Guled) e uma delegação estrangeira que o acompanhava", especificou uma segunda mensagem.

De acordo com as autoridades, um carro armadilhado chocou-se com a caravana governamental num cruzamento muito movimento da capital, Mogadíscio, mas o ministro não foi afetado pelo ataque.

O representante especial da ONU para a Somália, Augustine Mahiga, condenou o ataque e assegurou que "estes atos violentos cobardes e sem sentido não minarão os destacados progressos que a Somália realizou nos últimos meses". Apesar dos avanços obtidos no ano passado no terreno político, a Somália encontra-se imersa num prolongado e complexo conflito armado.

As tropas da Missão da União Africana na Somália (AMISOM), o exército somali, as forças armadas etíope e várias milícias pró-governo combatem os elementos do Shebab, a milícia dominante no país desde 2006. O Shebab, que anunciou em 2012 a sua união formal à rede terrorista Al-Qaida, luta supostamente para instaurar um estado islâmico na Somália.

Ainda que as tropas aliadas tenham retomado, nos finais de setembro, o maior bastião do Shebab, a cidade costeira de Kismayo, os radicais controlam boa parte do centro e sul da Somália e o poder central não consegue impor a sua autoridade.

A Somália vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barré foi derrubado, ficando o país sem um governo forte e efetivo e nas mãos de milícias radicais islâmicas, chefiadas por senhores da guerra que respondem aos interesses de clãs ou grupos armados.

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