Libertados três romenos que estavam reféns na Argélia

Três romenos, reféns na Argélia por sequestradores com ligações à Al-Qaida, foram libertados, anunciou hoje o ministério dos Negócios Estrangeiros romeno.

Entretanto, o grupo petrolífero norueguês Statoil anunciou hoje que dois cidadãos noruegueses, até agora desaparecidos na central de gás argelina In Amenas, estão sãos e salvos, diminuindo para seis o número de noruegueses desaparecidos.

Segundo um comunicado do MNE romeno, "um refém conseguiu comunicar com a embaixada com um telefone por satélite e recebeu instruções sobre a forma como atuar, que lhe salvaram a vida".

Os outros dois reféns romenos foram libertados na sexta-feira à noite e estão sob custódia das forças argelinas.

O ministério romeno referiu que os três homens deverão ser repatriados brevemente.

O chefe da diplomacia romena, Titus Corlatean, falou ao telefone com o homologo argelino, Murad Medelci, sobre "os dramáticos acontecimentos na central de gás de In Amenas", adianta o comunicado.

Bucareste enviou dois cônsules adicionais para Argel para ajudarem no repatriamento dos romenos.

Em relação aos reféns noruegueses, o diretor-geral da Statoil, Helge Lund, afirmou hoje numa conferência de imprensa que "a situação mantém-se confusa e grave".

Dos 17 empregados, essencialmente noruegueses e argelinos, da Statoil que estavam na central quando ocorreu o ataque de um comando do grupo islâmico na quarta-feira, pelo menos 11 estão vivos, indicou a Statoil.

Os homens armados ligados à Al-Qaida, citados pela agência de notícias da Mauritânia ANI, afirmaram que ainda têm sete reféns estrangeiros na central de gás no deserto do Saara perto da fronteira com a Líbia.

Uma fonte da segurança argelina afirmou que os homens armados têm 10 reféns estrangeiros.

O francês morto na operação do exército argelino contra os sequestradores de In Amenas era um antigo militar das forças especiais que se ocupava da segurança do complexo, sublinhou hoje o especialista em questões de defesa Jean-Marc Tanguy, redator-chefe de uma publicação especializada em temas militares.

Yann Desjeux, que tinha cerca de 50 anos, foi militar durante mais de 20 anos e tinha pertencido às forças especiais, referiu o especialista.

Segundo Tanguy, Desjeux ocupava-se da proteção das instalações de In Amenas, da qual era responsável um britânico que morreu com as armas nas mãos quando chegou o comando terrorista islâmico.

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, sublinhou na sexta-feira à noite ao comunicar -- a partir de informações transmitidas pelas autoridades argelinas -- a morte de Desjeux, que outros três franceses tinham conseguido sair com vida do ataque dos terroristas islâmicos em In Amenas.

Entretanto, o chefe da diplomacia britânica, William Hague, preside hoje à reunião do comité de emergência Cobra, os especialistas em segurança e defesa do Governo, sobre a crise aberta com o ataque terrorista na Argélia.

Segundo a BBC, 10 britânicos foram atingidos pelo ataque na central de gás da multinacional BP em In Amenas atacada por terroristas islâmicos na quarta-feira.

Um grupo de homens armados atacou na quarta-feira a central de gás - que a empresa britânica BP explora juntamente com a norueguesa Statoil e a argelina Sonatrach - em In Amenas, no sudeste da Argélia, e sequestrou um número indeterminado de reféns argelinos e estrangeiros.

A situação é confusa na central, onde o exército argelino continua a operação que começou há dois dias para tentar resgatar os reféns que continuam retidos, com números não confirmados sobre baixas entre os sequestrados argelinos e estrangeiros.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG