Jacob Zuma não abusou de fundos públicos

O governo sul-africano garantiu hoje que o Presidente Jacob Zuma não abusou de fundos públicos na milionária renovação da sua residência privada, como considerou um fiscalizador público.

"Alegações de que o presidente utilizou recursos do Estado para construir ou melhorar a sua habitação pessoal são infundadas", declarou o ministro das Obras Públicas, Thulasi Nxesi, numa conferência de imprensa para apresentar o relatório do inquérito governamental sobre o caso.

No final de novembro, o semanário Mail & Guardian revelou um relatório do Protetor Público, encarregado dos casos de corrupção e abuso de poder, que defendia um reembolso parcial dos 14,5 milhões de euros gastos nas obras, por considerar que alguns melhoramentos foram "indevidamente" incluídos, com "enorme custo" para o contribuinte.

Segundo o fiscalizador, as obras de reforço de segurança da habitação foram aproveitadas para a realização de melhoramentos como uma piscina, um anfiteatro ao ar livre, uma cerca para gado e casas para familiares de Zuma.

Nxesi disse hoje que "os trabalhos de reforço de segurança eram necessários" e que foram sugeridos pelo Ministério da Defesa, sublinhando ser responsabilidade do Estado proteger os presidentes.

"Nenhum dinheiro público foi usado para construir a residência privada do presidente", insistiu.

O relatório do Protetor Público ainda não foi divulgado publicamente.

A oposição tem criticado no último ano o que classifica de desperdício escandaloso num país onde 10 milhões dos 51 milhões de habitantes dependem de ajuda social para sobreviver e muitos ainda vivem em bairros da lata.

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