Polícia usa balas verdadeiras em confrontos na Monróvia

Na Monróvia, capital da Libéria, a polícia usou balas verdadeiras e gás lacrimogéneo contra a população em protesto contra a quarentena imposta com o objetivo de limitar a disseminação do vírus do ébola.

Os moradores do bairro de West Point, um dos mais pobres da capital, dizem que o recolher obrigatório os impede de sair para trabalhar e comprar comida e recusam-se a cumprir a quarentena. Nos protestos com a polícia, ontem, quatro pessoas ficaram feridas.

Na Libéria, 576 pessoas já morreram desde o início da epidemia de ébola, no ano passado. No total, pelo menos 1350 pessoas morreram em quatro países - Libéria, Guiné Equatorial, Nigéria e Serra Leoa.

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.