Mandante do assassinato de Carlos Cardoso será libertado

Um juiz de Moçambique ordenou na segunda-feira a libertação condicional de Vicente Ramaya, condenado, em 2003, a 23 anos de cadeia como mandante do assassínio do jornalista Carlos Cardoso, revela hoje a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Segundo a AIM, o juiz Adérito Malhope, do Tribunal da Cidade de Maputo, ordenou a libertação condicional de Ramaya por este ter cumprido metade da pena com alegado bom comportamento.

Ramaya faz parte de um grupo de seis homens condenados pelo assassinato, em 2000, de Cardoso, um dos mais conhecidos jornalistas do país: o luso-moçambicano Aníbal dos Santos Júnior, "Anibalzinho", (28 anos de prisão) e os moçambicanos Momade Abdul Satar (24 anos), Ayob Abdul Satar, Manuel Fernandes e Carlos Rachid Gassamo (23 anos, cada).

Vicente Ramaya, ex-gerente de um balcão do Banco Comercial de Moçambique (BCM) em Maputo foi condenado, num outro processo, a 14 anos de cadeia, por uma fraude de cerca de 14 milhões de dólares ao BCM, nas vésperas da sua privatização.

Este caso, que envolvia a família Satar, está ligado com a morte de Carlos Cardoso que, no jornal que dirigia, Metical, exigiu repetidamente que o caso BCM fosse julgado e denunciou a corrupção nas instâncias judiciais que impediam o apuramento da verdade.

Recentemente, diversas notícias da imprensa da capital moçambicana associaram Ramaya a uma fraude, que envolveu a venda forjada de uma habitação ao Instituto Nacional de Segurança Social, garantindo que o condenando geria, da cadeia, um negócio de imobiliário.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.