Gabão: filho de Bongo quer lugar do pai

Eleitores escolhem hoje novo Chefe do Estado no primeiro escrutínio verdadeiramente livre neste país

Os eleitores do Gabão vão hoje às urnas para escolherem o sucessor do presidente Omar Bongo, falecido em Junho, num escrutínio que se anuncia imprevisível. Um dos candidatos é o filho de Omar, Ali Bongo, 50 anos, que representa o Partido Democrático Gabonês, no poder em Libreville, e que possui um impressionante aparelho eleitoral que se confunde com a máquina administrativa do país. O seu principal opositor é o ex-ministro do Interior, André Mba Obame, que encabeça os descontentes com a família Bongo, que há mais de quatro décadas dirige os destinos do país, antiga colónia francesa até 1960.

Esta é considerada a primeira eleição genuinamente democrática no Gabão, contando com observadores da União Africana e da comunidade francófona.

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Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.