206 mortos em explosão de depósito de munições

Pelo menos 206 pessoas morreram e centenas ficaram feridas numa série de explosões ocorridas hoje num depósito de munições em Brazzaville, a capital do Congo.

Fonte diplomática europeia em Brazzaville referiu à AFP ainda que os feridos têm dado entrada em hospitais civis.

Um correspondente da AFP deparou-se com os corpos de quatro pessoas, um dos quais de uma criança de dez anos, numa clínica localizada perto da área afetada, além de inúmeros feridos, muitos dos quais em uniforme e que foram inicialmente tratados nas ruas.

Cinco explosões muito fortes e espaçadas no tempo ocorreram a partir das 08:00 locais (07:00 TMG) até às 10:45, provocando danos materiais em Kinshasa, a capital da vizinha República Democrática do Congo, separada de Brazzaville pelo rio Congo.

Contudo, foram-se registando explosões mais ligeiras e com intervalos irregulares até às 13:00 locais.

Um incêndio em dois armazéns de munições e na unidade de blindados de Mpila, a este da cidade, terá estado na origem do acidente, disseram à France Press militares que pediram o anonimato.

Segundo um diplomata interrogado pela agência francesa, "o incidente não tem nada de político e o presidente (Sassou Nguesso) está com o Estado-Maior para coordenar as operações de socorro".

Segundo testemunhas oculares, a onda de choque das principais explosões foi "muito forte" e criou pânico nas pessoas.

O perímetro da área afetada foi isolado como medida de segurança e um helicóptero encontrava-se a sobrevoar a área, constatou ainda a AFP.

A intervenção dos bombeiros foi bastante difícil nas zonas em torno do depósito face às explosões esporádicas que se foram registando.

As ruas à volta do local do sinistro estavam desertas e apenas os veículos de emergência e da polícia circulavam.

Várias casas ficaram totalmente destruídas pelas explosões. Janelas quebradas, telhados arrancados e portas quebradas foram alguns dos danos materiais provocados.

Uma igreja católica junto ao local da explosão ficou também danificada

"Há muitas pessoas na rua. Elas fogem com a sua bagagem nas cabeças, saem de pés descalços, algumas vão mal vestidas e não há nenhum tráfego, nem autocarros, nem táxis", disse uma testemunha ocular à AFP.

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