Hollande reforça segurança interna em França

O Presidente francês, François Hollande, disse hoje ter ordenado o reforço da segurança interna em França, na sequência da intervenção contra grupos islamitas armados no Mali.

De acordo com François Hollande, citado pela AFP, a França deve tomar "todas as medidas necessárias" face a uma ameaça terrorista, incluindo "a vigilância de edifícios públicos e da rede de transportes".

Entretanto, o ministro senegalês dos Negócios Estrangeiros, Mankeur Ndiaye, anunciou, em entrevista na cadeia televisiva France24, que vão ser enviados 500 soldados daquele país para dar apoio ao exército do Mali.

Antes, Hollande já havia dito que os seus adversários "foram travados" no Mali, onde forças francesas apoiam desde sexta-feira o exército maliano contra o avanço em direção ao sul de grupos islamitas armados.

Hollande adiantou que, ao intervir no Mali, a França "não tem outro objetivo senão a luta contra o terrorismo".

"A França não defende qualquer interesse particular além da salvaguarda de um país amigo", disse ainda, considerando ser, por isso, que "a sua ação é apoiada pelo conjunto da comunidade internacional e saudada por todos os países africanos".

"A nossa missão não está concluída. Consiste em preparar o destacamento de uma força de intervenção africana", referiu.

O exército do Mali, apoiado por forças francesas, recuperou hoje o controlo da cidade de Konna (centro) após violentos confrontos que causaram "uma centena de mortos" nas fileiras dos combatentes islâmicos vindos do norte, segundo um oficial maliano.

François Hollande reconheceu, por outro lado, que a operação na Somália para tentar libertar um refém francês não resultou, mas sublinhou que confirma "a determinação da França em não ceder à chantagem dos terroristas".

Uma operação na Somália de um comando francês falhou hoje a libertação de um refém, abatido pelos sequestradores após confrontos que causaram vários mortos, entre os quais um soldado francês.

Oito reféns franceses estão detidos por grupos islâmicos na região do Sahel.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG