Hillary Clinton na Líbia para contactos com novos dirigentes

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou hoje a Tripoli para uma visita surpresa e contactos com os novos dirigentes líbios que tentam ainda acabar com os últimos redutos do antigo regime.

Clinton é a mais alta representante da administração norte-americana a visitar a Líbia desde 2008, quando Washington procurou iniciar um novo relacionamento com Muammar Kadhafi.

A chefe da diplomacia norte-americana procura reforçar os laços com os novos dirigentes do país e promover a transição para a democracia.

A visita decorre no meio de um apertado dispositivo de segurança e Clinton tem previstas reuniões com o presidente do Conselho de Transição Nacional (CNT), Mustafa Abdeljalil, com o primeiro-ministro, Mahmoud Jibril, e com o ministro das Finanças e do Petróleo, Ali Tarhouni.

Durante o voo de Washington para Tripoli, via Malta, um alto responsável do departamento de Estado indicou que os Estados Unidos procuram estabelecer novas relações com o povo líbio.

A curto prazo, os Estados Unidos contam fornecer material médico para tratar milhares de feridos de guerra e tratar da transferência dos mais graves para hospitais norte-americanos.

Washington quer ainda alargar os programas educativos para os líbios e promover o ensino da língua inglesa no país.

Globalmente, os Estados Unidos pretendem discutir a "forma de integrar plenamente a Líbia na economia mundial do século XXI de forma transparente para que os recursos petrolíferos do país sejam utilizados para benefício de todos os líbios", disse o mesmo responsável.

Os Estados Unidos gastaram 135 milhões de dólares desde o início do conflito, em Fevereiro, em particular destinados a ajuda humanitária e uniformes para as forças do CNT, indicou.

Washington conta canalizar entre 30 e 40 milhões de dólares suplementares para ajudar o CNT a encontrar e destruir os mísseis terra-ar desaparecidos na Líbia.

Condoleezza Rice, antecessora de Clinton na chefia da diplomacia norte-americana, esteve na Líbia em Setembro de 2008 e reuniu-se com Kadhafi, tentando normalizar as relações entre Washington e o seu antigo inimigo.

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