Gebuza inicia presidência aberta em região de confrontos

O Presidente moçambicano, Armado Guebuza, inicia hoje uma presidência aberta de quatro dias à província de Sofala, centro de Moçambique, palco de confrontos entre o exército e homens armados da Renamo, principal partido da oposição moçambicana.

Durante o anúncio, na segunda-feira, da realização da presidência aberta a Sofala, que se prolonga até ao dia 12, Edson Macuácuá, porta-voz do chefe de Estado moçambicano, afirmou que Armando Guebuza vai àquela província, para se despedir da população por ocasião do fim do seu último mandato.

"(Durante os quatro dias de presidência aberta) vai cumprir a agenda que consiste em manter contactos, reuniões e interação com os órgãos de poder local, comícios e encontros com organizações da sociedade civil, para um balanço da ação governativa nos últimos 10 anos", sublinhou Macuácuá.

Antecipando os temas que poderão ser objeto da presidência aberta a Sofala, o porta-voz do chefe de Estado moçambicano disse que Armando Guebuza tem apontado, nos encontros populares, o diálogo como solução para a tensão política e militar que assola o país e que a população tem o encorajado a seguir por essa via.

"As populações têm manifestado o desejo de ver Moçambique com a paz cada vez mais reforçada e condenam de forma veemente o uso da violência armada por parte da Renamo", salientou Edson Macuácuá.

O porta-voz do chefe de Estado moçambicano reiterou que Armando Guebuza está disponível para se encontrar com o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Afonso Dhlakama, em Maputo, uma posição que contraria a pretensão do principal partido da oposição de que o encontro entre os dois dirigentes deve acontecer no centro do país.

Afonso Dhlakama está em lugar incerto desde outubro do ano passado, quando o acampamento em que vivia no centro do país foi tomado pelas forças de defesa e segurança moçambicanas, no quadro da atual tensão política e militar no país.

A deslocação de Armando Guebuza à província de Sofala, um baluarte da guerrilha da Renamo durante os 16 anos de guerra civil que terminou em 1992, acontece dois dias após a detenção do porta-voz do principal partido da oposição e conselheiro de Estado, António Muchanga, que se seguiu à retirada da sua imunidade pelo Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente moçambicano.

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