Forças francesas continuarão ataques aéreos no Mali

O ministro da Defesa francês disse hoje que as forças francesas estão a realizar ataques aéreos no Mali "para liquidar" os grupos islâmicos armados cujo avanço em direção ao sul não foi "impedido totalmente".

"Há ataques aéreos constantes. Estão a decorrer neste momento, decorreram durante a noite e decorrerão amanhã", declarou Jean-Yves Le Drian à televisão.

O ministro explicou que as "colunas terroristas" avançam para o sul desde quinta-feira em duas vias, a oeste e a leste, adiantando que a intervenção das forças francesas e do exército maliano "permitiu bloquear a progressão" na via leste.

"Em relação à via oeste, os combates prosseguem, não terminaram. Uma operação não se efetua em dois dias", sublinhou.

Le Drian adiantou que o objetivo é travar o avanço dos grupos islâmicos armados em direção ao sul, permitindo depois "às forças malianas e às forças africanas" continuarem a luta em defesa da integridade do Mali.

O contra-ataque franco-maliano partiu de Sévaré, localidade a 70 quilómetros a sul de Konna (centro), cidade que foi reconquistada completamente no sábado às forças islamitas.

O balanço é de 11 mortos e cerca de 60 feridos nas fileiras do exército maliano e de um militar francês que não resistiu aos ferimentos, segundo a presidência maliana.

Fonte militar maliana indicou que "uma centena" de islamitas foi morto, enquanto a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch deu conta de 10 civis, entre os quais três crianças, mortos durante os combates.

A agência noticiosa francesa AFP não consegue desde a tarde de quinta-feira contactar qualquer responsável do campo dos radicais islâmicos, tendo uma fonte da segurança regional indicado que um dirigente do grupo Ansar Dine, Abdel Krim, conhecido como "Kojak", foi morto nos combates dos últimos dias no Mali.

O Norte do Mali é desde abril de 2012 feudo de grupos islâmicos armados como a Al-Qaida do Magrebe Islâmico (AQMI), a Ansar Dine (Defensores do Islão) e o Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental (MUJAO).

Hoje são esperados na capital do Mali, Bamako, vários responsáveis do estado-maior das forças da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), para organizar a chegada de tropas africanas, disse um responsável do Ministério da Defesa maliano à AFP.

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