Ennahda promete islamismo moderado na política

O movimento islâmico no poder na Tunísia, o Ennahda, realiza entre amanhã e domingo a primeira conferência pública no país desde 1988. Uma reunião chave onde o partido promete centrar-se num islamismo moderado e que surge num momento em que o país se vê a braços com conflitos entre religião e política.

O partido organizou um evento de grande amplitude e são esperadas entre 25 mil e 30 mil participantes na abertura, um ano e meio depois da revolução que derrubou o regime de Ben Ali. São esperadas figuras como Khaled Meshal, do movimento radical islâmico Hamas, e Mustafa Abdeljalil, presidente do Conselho Nacional de Transição da Líbia.

Os 1 103 delegados do Ennahda deverão pronunciar-se sobre as alianças políticas; atualmente o partido é o principal do país, mantendo uma coligação com duas outras formações de centro esquerda, o Congresso para a República (CPR) e o Ettakatol.

Mas "o mais importante é ancorar o Ennahda como um movimento islâmico moderado, aberto, com o foco nas preocupações dos homens e mulheres da Tunísia, e na realização das suas ambições", disse o líder do histórico partido, Rached Ghannouchi, numa entrevista publicada esta quarta-feira pelo jornal on-line Leaders e citada pela AFP.

O líder também reforçou a importância de manter a aliança governante que já provou a sua força, embora não seja fácil de dirigir um tal governo de transição. No congresso será abordado também o programa político do movimento, a sua visão da sociedade, o lugar da religião e questões como a mulher, a família, a arte, os media e o desporto.

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