Eleições em Madagáscar foram livres e democráticas

O Centro Carter e o Instituto Eleitoral para uma Democracia Durável em África (EISA) consideraram hoje que as eleições presidenciais e legislativas de sexta-feira em Madagáscar foram livres e democráticas.

Os dois atos eleitorais "desenrolaram-se dentro das condições que foram permitidas aos eleitores, para escolherem livremente os seus dirigentes", declarou o antigo presidente da Mauritânia Cassam Uteem, que dirigiu a missão de observação da EISA, uma organização baseada em Joanesburgo, na África do Sul.

A missão da EISA, que detetou ainda alguns incidentes, foi "relativamente bem-sucedida", apesar de algumas contrariedades de ordem logística, financeira e até do clima, uma vez que Madagáscar está na estação das chuvas.

O chefe da missão do Centro Carter, organização não-governamental fundada pelo antigo presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, assinalou "irregularidades isoladas" nas eleições presidenciais e legislativas.

"Os observadores do Centro Carter e a EISA não constataram qualquer prova de intimidação generalizada, de campanhas ativas próximo de áreas de voto ou de tentativas flagrantes de fraude eleitoral", disse John Stremlau.

As conclusões preliminares das eleições naquela nação da África Austral são semelhantes às que foram produzidas pela organização de países francófonos no sábado.

A Comunidade de Desenvolvimento de África Austral (SADC), a Comissão do Oceano Índico, a União Europeia e a União Africana deverão pronunciar-se sobre

o duplo ato eleitoral mais tarde.

Admite-se que as conclusões sejam "as mesmas mais ou menos", segundo um observador estrangeiro presente numa reunião de concertação de diferentes missões de observação destacadas para a ilha.

Os dois candidatos às eleições presidenciais reivindicam ambos a vitória e acusaram-se mutuamente de fraudes no sábado.

Robinson Jean Louis, o candidato apoiado pelo antigo presidente Marc Ravalomanana, denunciou no sábado a ocorrência de "fraudes massivas".

O diretor do seu gabinete, Elisé Razaka, aludiu no sábado a intimidações em Toamasina, cidade portuária a este da Grande Ilha.

"Os nossos observadores não encontraram intimidações em Toamasina. Há procedimentos em campo e, se alguém tem alguma coisa a revelar, forneçam provas ao tribunal eleitoral especial e a comunidade internacional estará lá para seguir o processo", respondeu John Stremlau.

Por seu lado, Cassam Uteem disse à France Presse que "todos os observadores e membros da equipa da EISA confirmaram que tudo se desenrolou dentro da transparência e não há qualquer razão para crer que tenham existido fraudes".

"Existiram pequenas irregularidades que existem um pouco por todo o lado e não são específicas de Madagáscar", acrescentou.

Perante as acusações, o outro candidato à presidência, Hery Rajaonarimampianina, que já foi ministro das Finanças, nega qualquer fraude e diz que tem provas que o seu oponente é que manipulou as eleições.

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