Dirigentes não conseguem eleger presidente

Os dirigentes africanos, reunidos hoje em Addis Abeba, não conseguiram eleger um novo presidente para a comissão da União Africana (UA), o órgão executivo da organização, e adiaram a eleição para junho, informou fonte oficial.

"Nenhum dos dois candidatos venceu" a eleição, depois de quatro voltas de escrutínio entre a ministra do Interior sul-africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, e o presidente cessante da Comissão, o gabonês Jean Ping, disse à imprensa o presidente da Zâmbia, Michael Zata, após a reunião.

"A próxima eleição realizar-se-á em junho", acrescentou Zata, referindo-se à próxima cimeira da UA.

Até à eleição, a presidência da Comissão será exercida interinamente pelo atual vice-presidente, o queniano Erastus Mwencha, disseram fontes da organização citadas pela agência France Presse.

O fracasso da eleição de um novo presidente foi confirmado a jornalistas pelo presidente do Togo, Faure Gnassingbé.

Jean Ping obteve mais votos que a rival, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros e ex-mulher do presidente Jacob Zuma nas três primeiras voltas - 28-25, 27-26 e 29-24 -, segundo as mesmas fontes.

Ao abrigo do regulamento, Dlamini-Zuma foi obrigada a retirar a candidatura. Na quarta volta, Jean Ping, candidato único, não conseguiu recolher a maioria de dois terços (36) dos votos exigida pelos estatutos, ficando-se pelos 32 votos, acrescentaram as mesmas fontes.

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