Confrontos com apoiantes de Morsi fazem 5 feridos

Confrontos entre apoiantes do deposto Presidente egípcio, Mohamed Morsi, e a polícia, no centro do Cairo, causaram esta noite pelo menos cinco feridos, durante manifestações promovidas pelos islamitas.

Um porta-voz do Ministério da Saúde, Mohamed Sultán, disse à agência noticiosa estatal egípcia Mena que os feridos ocorreram na última meia hora [22:00 -- 22:30 de Lisboa] e que foram transferidos para os hospitais.

Os confrontos ocorreram depois de a polícia ter procurado dispersar os manifestantes que cortaram a circulação na ponte '6 de outubro', uma das principais artérias da capital, perto da praça Ramsés.

Os apoiantes de Morsi apedrejaram os agentes, em resposta ao disparo de gás lacrimogénio por parte destes, segundo a versão digital do diário Al Ahram.

Os manifestantes também incendiaram pneus, enquanto a polícia enviou reforços para o local.

Em comunicado, o Ministério do Interior explicou que os agentes se viram forçados a usar gases lacrimogénios porque os manifestantes tinham cortado o trânsito e lançado pedras contra os carros que passavam na zona.

Ainda segundo o texto do Ministério, a polícia avisou os apoiantes de Morsi para que não alterassem a ordem pública e agiu depois de estes terem ignorado o aviso.

Entretanto, estão em curso duas marchas, com a participação de dezenas de milhares de islamitas, saídas da praça de Rabea al Adauiya, onde os leais a Morsi mantêm um acampamento, em direção ao palácio Presidencial e à sede da Guarda Republicana.

A Mena referiu a existência de uma terceira manifestação islamita em direção à ponte '6 de outubro', para os participantes se juntarem aos que se encontram na Praça Ramsés.

Hoje assinala-se uma semana do massacre ocorrido frente à sede da Guarda Republicana, no qual morreram 51 pessoas em confrontos entre islamitas e membros das forças armadas.

Morsi foi deposto pelo exército em 3 de julho, depois de manifestações massivas dos seus opositores.

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