CNT anuncia novo Governo na Líbia dentro de dez dias

Dentro de "uma semana a dez dias" será formado um novo governo de transição na Líbia, informou hoje o número dois do Conselho Nacional de Transição (CNT), no dia em que se soube que o filho de Kadhafi chegou ao Níger.

Em conferência de imprensa na capital líbia, Trípoli, Mahmud Jibril, que é uma espécie de primeiro ministro do CNT, órgão político dos "combatentes revolucionários" que derrubaram o regime de Muammar Kadhafi, garantiu que "o novo governo integrará representantes de diferentes regiões do país".

Citado pela agência AFP, Mahmud Jibril concretizou que este executivo terá a função de aplicar as decisões do CNT e que um futuro governo será formado após a "libertação total" do país.

O número dois do CNT recordou que o novo poder "ainda está a tentar libertar a Líbia" e que "os revolucionários ainda estão a combater nas frentes".

As localidades de Bani Walid, a 170 quilómetros a sudeste de Tripoli, e Sirte, a 360 quilómetros a leste da capital, continuam nas mãos de forças leais e Kadhafi.

Jibril disse ainda que um "banho de sangue" na "libertação de Trípoli" só foi "evitado graças à maturidade dos revolucionários".

Entretanto, as autoridades do Níger confirmaram hoje que Saadi Kadhafi, um dos filhos do dirigente líbio deposto, entrou no país acompanhado por outras oito pessoas.

O ministro da Justiça do Níger, Maru Amadu, adiantou, em conferência de imprensa, que a comitiva foi interceptada hoje no deserto de Tenere por uma patrulha militar e levada para a localidade de Agadez, no Norte do país.

O governante garantiu que os elementos da comitiva vão beneficiar da hospitalidade que o Níger prometeu aos fugitivos líbios.

Maru Amadu realçou ainda que o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional não inclui Saadi Kadhafi e, portanto, não há obstáculos à sua permanência no país.

O Níger prometeu cumprir o mandado internacional emitido a 28 de Junho (contra Muammar Kadhafi, o seu cunhado, Abdullah al-Sanusi, e o seu filho Saif al-Islam, por crimes contra a humanidade) no caso do ex-dirigente líbio, cujo paradeiro é desconhecido, se encontrar no território.

A mulher de Kadhafi, Sofia, e três dos seus filhos, Muhammad, Anibal e Aisha, já foram acolhidos na Argélia por "razões humanitárias".

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