Candidato presidencial ferido durante manifestação

Cheikh Bamba Dièye, candidato às eleições presidenciais do Senegal de 26 de fevereiro, foi ferido pelas forças de segurança, no sábado, durante uma manifestação na praça da Independência, em Dacar, convocada pela oposição.

Dièye sofreu um traumatismo craniano e deverá ficar em observação durante 24 horas, segundo a direção clínica do serviço de urgências da capital senegalesa, citada pela agência Efe.

De acordo com testemunhas citadas pelas agências, Dièye foi golpeado pelas forças policiais quando chegou à praça da Independência, depois de ter "furado" o cordão de segurança que impedia o acesso ao local da concentração da manifestação convocada pelo Movimento 23 de Junho.

Além de Dièye, outros feridos foram transportados para os centros hospitalares da capital senegalesa, alguns em estado grave, segundo fontes da oposição citadas pela Efe.

A agência espanhola de notícias cita igualmente emissoras de rádio locais que noticiaram o saque de edifícios públicos, entre os quais o do Ministério das Minas, por manifestantes.

Os distúrbios, no sábado, estenderam-se aos bairros de Gueule Tapée, Fass e Medina.

Em Rufisque e Bargny, nos arredores de Dacar, os manifestantes bloquearam a estrada nacional n.º 1, única via de entrada e saída da capital senegalesa.

Em declarações aos jornalistas, Idrissa Seck, um dos 14 candidatos às presidenciais, disse que os protestos vão prosseguir até à "retirada da candidatura de Wade", referindo-se ao presidente no poder.

"Abdoulaye Wade quer impor uma ditadura no Senegal, o que não vamos aceitar", afirmou Idrissa Seck.

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