Burkina Faso exclui conceder asilo a Kadhafi

O Burkina Faso excluiu hoje "totalmente" a concessão de asilo ao ex-líder líbio Muammar Kadhafi, para "não se envolver nem criar problemas", disse à agência noticiosa AFP o ministro da Comunicação e porta-voz do governo, Alain Edouard Traoré.

"Não podemos conceder-lhe asilo porque desde há três anos que não mantemos boas relações com ele", prosseguiu Traoré. "Não vemos por que motivo nos devemos envolver e criar problemas", acrescentou. Traoré acrescentou que "o problema da vinda de Kadhafi não nos foi colocado": "Não estamos a considerar essa questão".

E precisou, numa referência às "obrigações" do Burkina Faso face à comunidade internacional: "Não estamos à espera de Kadhafi. O governo desmente categoricamente, Kadhafi não veio nem virá para aqui." As autoridades do Burkina Faso referiram hoje "não terem sido informadas" sobre a chegada ao seu território de uma importante caravana de veículos militares proveniente da Líbia e que estaria a transitar do Níger em direcção a este país, o seu destino final.

De acordo com as novas autoridades líbias, cerca de 200 viaturas atravessaram hoje a fronteira entre a Líbia e o Níger, identificando-o com o género de caravana de veículos que geralmente transporta Muammar Kadhafi, ou um dos seus filhos.

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