Banco Mundial vai disponibilizar mais de 300 ME

O Banco Mundial anunciou hoje que vai disponibilizar cerca de 500 milhões de dólares (348 milhões de euros) para fazer face à crise humanitária que assola o Corno de África, onde a fome e a seca ameaçam a vida de cerca de 12 milhões de pessoas.

O anúncio foi feito momentos antes do início de uma reunião internacional de urgência na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) sobre a crise alimentar no Corno de África.

Os 500 milhões de dólares de ajuda anunciada pelo Banco Mundial somam-se aos 12 milhões de dólares (8,3 milhões de euros) desbloqueados para uma "ajuda imediata aos mais afectados pela crise", refere um comunicado do Banco Mundial.

"O alívio imediato é a primeira prioridade e é importante agir rapidamente para reduzir o sofrimento humano, mas estamos também atentos às soluções a longo prazo", disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, citado na nota da instituição.

A situação de seca no Corno de África, a pior dos últimos 60 anos, é crítica, sobretudo no sul da Somália, onde a ONU já declarou o estado de fome em duas regiões (Bakool e Lower Shabelle), mas também no Quénia, Etiópia, Djibuti, Sudão e Uganda.

Só na Somália, onde a crise é agravada por 20 anos de guerra civil, cerca de 780 mil crianças correm perigo de morrer de fome se não receberem ajuda com urgência, segundo um alerta do Fundo da ONU para a Infância (UNICEF).

"A longo prazo é importante para os países do Corno de África prepararem-se para as secas recorrentes que as alterações climáticas tornarão cada vez mais intensas. Uma abordagem transversal que integre a segurança alimentar, a pobreza e as alterações climáticas é necessária", acrescenta o comunicado do Banco Mundial.

A elevação dos preços alimentares causou a pobreza a 44 milhões de pessoas desde Junho de 2010, indica aquela instituição financeira.

Na reunião de Roma, impulsionada pela França, que actualmente preside ao grupo das vinte maiores economias do mundo (G20), participam ministros ou altos representantes dos 191 Estados-membros da FAO, outros organismos da ONU, organizações não governamentais (ONG) e bancos de desenvolvimento regionais.

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