Ban Ki-moon apela à libertação de Morsi

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, alertou domingo os líderes políticos egípcios de que cada morte nas manifestações no país dificulta uma saída para a crise e apelou à libertação do presidente deposto, Mohamed Morsi.

Ban Ki-moon falou no domingo com o vice-presidente egípcio Mohamed El Baradei, com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia e do Qatar e com o líder da Liga Árabe para sublinhar a sua "profunda preocupação" com o agravar dos conflitos no Egito, adiantou a porta-voz das Nações Unidas Morana Song.

Na conversa com El Baradei, acrescentou a porta-voz, o secretário-geral das Nações Unidas apelou às forças armadas do Egito para que libertem Morsi ou lhe permitam uma investigação e julgamento "transparentes".

Ban Ki-moon expressou a sua preocupação com o caminho que o processo de transição no país está a tomar, condenando a crescente violência.

"Ele exigiu que as autoridades egípcias assumam a inteira responsabilidade de controlar pacificamente as manifestações e de garantir a proteção de todos os egípcios, independentemente da sua filiação partidária", afirmou Song.

Com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia e do Qatar e ao secretário-geral da Liga Árabe, Ban Ki-moon partilhou os seus receios relativamente à situação no Egito e à "inaceitável perda de vidas nos últimos dois dias", acrescentou a porta-voz.

Ban Ki-moon sublinhou ainda a necessidade de todos os líderes egípcios mostrarem contenção e se envolverem num verdadeiro processo de reconciliação.

Pelo menos 72 pessoas morreram no Cairo no sábado, depois de uma manifestação de apoio ao Presidente egípcio deposto Mohamed Morsi ter resvalado em violentos confrontos.

De acordo com o ministério, foram também registadas na véspera nove vítimas mortais na segunda maior cidade do Egito, Alexandria, elevando para 81 o total de mortos em dois dias de distúrbios.

Os confrontos de sábado no Cairo foram os mais mortíferos desde a deposição de Morsi a 03 de julho num golpe de Estado militar, com os manifestantes a acusarem a polícia de usar munições verdadeiras.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, esteve no domingo no Cairo, capital do Egito, para conversações com os líderes políticos do país, tendo apelado para um regresso à ordem constitucional e a um governo democraticamente eleito.

Ainda no domingo, o Conselho de Defesa Nacional advertiu os apoiantes de Morsi de que qualquer ação excessiva por parte dos protestantes teria como resposta "decisões e ações firmes" por parte das forças de segurança.

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