Ataque islamita em campo de gás causou 38 mortos

Grupo que atacou campo de gás no deserto do Sara era proveniente do norte do Mali. Os islamitas causaram 38 mortos, dos quais 37 "estrangeiros, de oito nacionalidades". Dos 32 atacantes, apenas sobreviveram, tendo sido capturados pelas forças de segurança argelinas.

O comando era dirigido pelo argelino Mohamed el-Amine Benchenab, um islamita bem conhecido dos serviços de segurança, explicou o primeiro-ministro Abdelmalek Sellal. Composto por 32 elementos, o grupo causou 38 mortos, dos quais 37 estrangeiros e um argelino, este último elemento da segurança do complexo atacado na passada quarta-feira nas imediações da cidade de In Amenas, no deserto do Sara, junto da fronteira com a Líbia.

Abdelmalek Sellal não apresentou detalhes sobre a nacionalidade das vítimas. Apenas indicou que "37 estrangeiros, de oito nacionalidades, perderam a vida". Entre as vítimas, a maioria executadas com um tiro na nuca, estão, pelo menos, sete japoneses, seis filipinos, três britânicos, dois romenos, um americano e um francês.

Por seu lado, os islamitas eram de nacionalidade argelina, canadiana, egípcia, tunisina, maliana e mauritana. Todos integravam o grupo de Mokhtar Belmokhtar, um dos fundadores da Al-Qaeda do Magrebe Islâmico, que abandonou no final de 2012 para fundar a sua própria organização, os Signatários Pelo Sangue, na origem do ataque de quarta-feira.

Dos 32 islamitas, 29 morreram durante os combates e três foram feitos prisioneiros, explicou o chefe do Governo de Argel. Segundo o governante argelino, o grupo era proveniente do norte do Mali.

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