Apenas dois mil dos 15 mil crocodilos foram recuperados

Os animais fugiram da Quinta de Crocodilos de Rawenta. Alguns estavam no campo de râguebi de uma escola e as buscas estão a ser feitas durante a noite.

As cheias que estão a afetar a África do Sul obrigaram a abertura dos portões da quinta onde estes animais estavam, pois a força das águas ameaçava esmagar os crocodilos. O problema foi que 15 mil destes répteis ficaram livres e apenas dois mil já foram recuperados.

Os trabalhos decorrem principalmente durante a noite. Segundo Zane Lagman, que trabalha na Quinta de Crocodilos de Rawenta, é neste período que "os animais estão mais ativos, pois estão à procura de água". Citado pela BBC, acrescenta que o brilho vermelho dos olhos também facilita encontrar os crocodilos.

Não se sabe ao certo quantos animais fugiram para o rio Limpopo, o segundo maior na África do Sul, mas a estimativa aponta para os 15 mil. No entanto, não foi feito nenhum pedido oficial de ajuda para recuperar os animais, o que faz com que nem a polícia, nem o exército estejam a contribuir para apanhar os crocodilos. Um porta-voz da polícia garantiu que não há conhecimento de nenhum ataque por parte destes répteis.

A 'caça' ao crocodilo vai continuar e, segundo os que estão envolvidos nesta missão, a melhor forma de os apanhar é "saltar para cima deles". Alguns dos que foram capturados têm cerca de dois metros. Os habitantes das localidades mais próximas foram aconselhados a não tentar apanhar nenhum destes animais. Alguns foram encontrados num campo de râguebi de uma escola, a cerca de 120 quilómetros da quinta.

A Quinta de Crocodilos de Rawenta tem como principal objetivo, segundo a BBC, criar estes animais para depois aproveitar as suas peles para exportá-las para Europa e Ásia, sendo depois criadas malas, sapatos e casacos. No entanto, funciona também como atração turística, com visitas guiadas.

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