Aberto inquérito sobre o tiroteio nas minas Marikana

Uma comissão de inquérito, nomeada pelo presidente Jacob Zuma, sobre o massacre de 34 mineiros pela polícia em Agosto em Manika, iniciou oficialmente os trabalhos.

A investigação determinará os papéis desempenhados pela polícia, pela gestão da mina de platina, pelos sindicatos e pelo Governo. Serão ainda analisadas as mortes de outras 10 pessoas nos meses anteriores ao crime.

A 16 de Agosto, três mil mineiros em greve na mina de extração de platina, empunhando armas tradicionais, recusaram-se a dispersar, apesar dos apelos da polícia. Os mineiros reivindicavam por um aumento salarial. Em circunstâncias que o inquérito deverá apurar, a polícia abriu fogo com balas reais, causando 34 mortos. Os acontecimentos causaram ainda mais 12 mortos em Agosto e Setembro. As mortes foram a ação policial mais mortífera desde o fim do apartheid, em 1994.

A comissão reúne pela primeira vez esta manhã em Rustenburg, presidida pelo juiz Ian Gordon Farlam, encarregue para "inquirir sobre as questões de interesse público nacional e internacional relacionadas com os incidentes trágicos da mina de Lonmin, em Marikana".

A comissão deverá divulgar os resultados apurados num prazo de quatro meses, enviando um relatório provisório ao presidente uma vez por mês.

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