Aécio já pede impeachment mas aliados socorrem Dilma

Brasil. PSDB mudou de estratégia após Tribunal de Contas considerar crime as manobras orçamentais do governo. Mas o barão do PMDB, que antes atacava a presidente, passou a defendê-la.

De um dia para o outro, o maior partido da oposição já encontra razões para requerer o impeachment (destituição) de Dilma Rousseff. Mas os maiores aliados do governo fazem coro no apoio à presidente. De repente, depois de quatro meses baralhada, a política no Brasil aparenta caminhar para a normalidade: a oposição opõe-se e os aliados aliam-se. Um relatório do tribunal de contas e um jantar ajudaram à mudança de atitude.

Segundo o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) houve crime nas manobras para maquilhar os números das contas públicas - "dar uma pedalada", segundo a gíria política brasileira - protagonizada por Guido Mantega, ministro das Finanças do primeiro governo de Dilma. Por isso, Aécio Neves, o presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), principal força da oposição, agora já encontra motivos para pedir o impeachment. "De um lado está o PT tachando de golpistas os que cobram providências; de outro, estão aqueles que veem no impeachment um valor absoluto e buscam no dia-a-dia argumentos para sustentá-lo (...) o papel das oposições neste momento não é acovardar-se", escreveu Aécio na sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, onde cita também a detenção do tesoureiro do PT, Vaccari Neto, como argumento para o impeachment.

Até então, Aécio, mantendo a pose de estado, deixava os mais radicais usarem o termo. Porém, evitava-o. "Não é crime falar do assunto mas eu não falo", dizia ainda em março. Para a mudança de comportamento, foi também preponderante a insinuaçãode setores da oposição e da imprensa de que estava a deixara história passar-lhe ao lado, se não tomasse uma atitude contra o governo.

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