A crise ainda não acabou e é preciso reformas, avisa Merkel

Angela Merkel deixou hoje um recado aos seus parceiros europeus no discurso que fez no Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão): a crise ainda não acabou e é preciso continuar a fazer reformas.

"Os primeiros sucessos mostram que escolhemos o caminho certo desde o início", afirmou a chanceler alemã, em Berlim, dando como exemplos desses sucessos o aumento da produtividade e a melhoria das finanças em países que saíram dos planos de resgate, como Irlanda Portugal e, a um outro nível, Espanha (este país teve um resgate dirigido apenas ao setor bancário).

"Mas - e direi isto uma e outra vez - ainda estamos longe do nosso objetivo. A crise ainda não foi ultrapassada ainda de forma permanente e sustentada porque as suas causas, no respeita a união económica e monetária e à situação nos vários Estados membros, não foram eliminadas", declarou Merkel, numa altura em que os mercados financeiros começam a ficar nervosos com alguma estagnação na economia.

"Temos que continuar de forma determinada com os nossos esforços na área do crescimento sustentável, das finanças públicas sólidas e da criação de empregos", precisou a chanceler, que está sob pressão de Estados membros como a França e Itália para permitir a flexibilização das regras de cumprimento do défice. Os franceses, por exemplo, já disseram que não vão cumprir o limite de 3% do PIB de défice no prazo previsto e que precisam de mais dois anos para o fazer.

Apesar da pressão de Fançois Hollande e Manuel Valls, do lado de França, mas também do lado de Itália, por parte do Governo de Matteo Renzi, Merkel, que lidera um Executivo de Grande Coligação (CDU/CSU-SPD) prefere manter-se fiel ao guião inicial. Sem se desviar dele um milímetro.

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