A artista cubana que desafiou o regime com um microfone

Instalação realizada em 2009 num certame oficial, quatro anos mais tarde levou Tania Bruguera a ser detida. Para esta "mulher de esquerda", o governo faz prova de "intolerância".

"O caso Bruguera" - é assim que dentro e fora de Cuba se referem ao sucedido com a artista plástica e performativa Tania Bruguera, de 46 anos, detida no final do ano pelas autoridades de Havana. Um "caso" que revela os limites da tolerância do regime e da determinação em não abrir mão do monopólio do poder político e de decidir quem e como tem liberdade de expressão. Advertência reafirmada por Raúl Castro quando anunciou, a 17 de janeiro em paralelo com Barack Obama, a intenção de pôr fim ao embargo de mais de 50 anos e negociações bilaterais diretas. E foi o direito à liberdade de expressão que Bruguera pôs a teste.

Estava-se a 30 de dezembro de 2014 e faltavam poucos minutos para o início da "performance participativa" que anunciara para a Praça da Revolução, na capital cubana. A artista foi detida, o que na prática inviabilizou a performance, e libertada horas mais tarde. No dia seguinte, 31 de dezembro, quando tentava organizar uma conferência de imprensa na marginal de Havana, o Malecón, foi presa... e libertada em seguida. Para ser novamente detida em casa da mãe, quando dois polícias e um militar foram bater à porta, afirmando ser necessário interrogá-la mais uma vez. Acabaria por ser libertada a 2 de janeiro de 2015.

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