100 mil dólares para florista que recusou vender flores para casamento gay

Os apoiantes da comerciante já contribuíram com mais de 104 mil dólares para esta pagar as despesas com advogados.

Barronelle Stutzman foi processada depois de, no ano passado, se ter recusado a vender flores para um casamento entre duas pessoas do mesmo sexo por causa das suas crenças religiosas.

Em março, foi criada uma recolha de donativos na Internet para ajudar esta comerciante a pagar as despesas com a Justiça na sequência deste caso. Um mês depois, mais de 2700 pessoas contribuíram para esta causa, que já amealhou mais de 104 mil dólares.

"Esta avó de 70 anos pode perder o seu negócio, a sua casa e as suas poupanças - porque se manteve fiel à sua fé, pode perder tudo o que tem", diz o texto colocado no site Gofundme.com.

Proprietária da Arlene's Flowers, Barronelle Stuzman recusou fornecer as flores para o casamento de dois clientes antigos, Robert Ingersoll e Curt Freed, alegando que a união entre pessoas do mesmo sexo vai contra as suas convicções religiosas. A comerciante recomendou ao casal uma outra florista para o negócio.

Só que o procurador-geral de Washington e o casal decidiram avançar com processos contra a florista, considerando que a recusa desta era ilegal. Em fevereiro, Barronelle Stuzman recusou fazer um acordo com o procurador-geral que teria colocado um ponto final no litígio, alegando estar a proteger o seu direito de livre exercício da religião. E em março, um tribunal multou-a em mil dólares (mais um para custas judiciais), após decidir que esta violara leis antidiscriminação e leis de proteção dos consumidores.

Esta recolha de donativos é semelhante a uma outra, que angariou 840 mil dólares para uma pizzaria de indianos que recusaram servir num casamento gay devido às suas crenças religiosas.

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