ver ouvir e ler

Ver. Em tempo de férias, levamos esta coluna a viajar. E assim, semana após semana, aqui vemos, ouvimos e lemos propostas de outras paragens. Hoje numa viagem que, por enquanto, está apenas ao alcance das nossas leituras, filmes e canções, que o turismo espacial já inventa passeios orbitais, mas ainda não leva ninguém à Lua. Mas é lá que vamos hoje. O cinema visita-a desde os dias de Méliès. E por lá viveu já muitos momentos, das aventuras dos dias de Destination Moon (1950), de Irving Pichel, às inesquecíveis sequências filmadas por Stanley Kubrick no segmento "lunar" do seu 2001: Odisseia no Espaço. Primeira longa-metragem de Duncan Jones, Moon - O Outro Lado da Lua (2009) fez o cinema regressar recentemente ao satélite natural da Terra numa aventura que explora sobretudo o clima de solidão em que vive o único astronauta que assegura a manutenção diária de uma pequena base lunar com fins comerciais. Criado pelo realizador tendo já em mente o actor Sam Rockwell para o papel protagonista, Moon assinala ainda um reencontro do cinema com uma ficção científica mais centrada numa ideia de argumento (mais próxima portanto da literatura do género) que de uma exposição de malabarismos de efeitos visuais (que nos últimos tempos tem imperado nestes domínios da produção cinematográfica).

Ouvir. Inspiração milenar, o luar ganhou forma e iluminou inúmeras composições musicais ao longo dos tempos. Entre os exemplos mais clélebres conta-se Clair de Lune, uma suite para piano que o compositor Claude Debussy começou a trabalhar em 1890 e que conclui apenas em 1905. A obra é na verdade um dos segmentos da Suite Bergamasque e conheceu depois inúmeras orquestrações. Nesta edição, pelo catálogo da Deutsche Grammophon, surge na leitura para piano solista, pelo veterano pianista francês, de origem búlgara, Alexis Weissenberg.

Ler. Contemplada desde sempre pelo homem, a Lua foi destino sonhado durante séculos até ao dia em que Neil Armstrong pisou o seu solo, em Julho de 1969. Um dos mais interessantes relatos de tamanha viagem, anos antes de ser tecnologicamente possível, chegou pela escrita de Júlio Verne. Originalmente publicado em 1865, Da Terra à Lua relata uma viagem a bordo de um foguete disparado por... um canhão. E logo em 1875 teve adaptação a uma ópera, por Offenbach.

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