Valentino Rossi

'Il Dottore' do motociclismo.

Valentino Rossi conquistou, na Malásia, o quinto título mundial de motociclismo. O piloto da Honda não tem adversários ao seu nível. Ainda assim não está satisfeito e sonha com novas aventuras em outra moto.

Com apenas 24 anos, o italiano da Honda detém já um currículo difícil de ultrapassar: cinco títulos mundiais - 1997 (125 cc), 1999 (250 cc), 2001 (500 cc), 2002 e 2003 (Moto GP) -, com 57 vitórias em 122 GP disputados.

No «circo» do Mundial de motociclismo todos o tratam por «Dottore Rossi», título que o piloto italiano atribuiu a si próprio. A alcunha remonta aos tempos de infância, ainda na sua terra natal de Urbino, quando para seu espanto verificou que na lista telefónica da região todos os seus vizinhos colocavam «Dottore» antes do nome. Vai dai, começou a denominar-se «Il Dottore Rossi».

O «título» pegou ainda ele não sonhava que poderia chegar ao estrelato do motociclismo mundial. Não sonhava ele mas o seu pai, o «signore» Graciano, conhecido piloto de fábrica, percebeu desde muito cedo que o filho tinha jeito para a «coisa». A verdade é que Rossi praticamente nasceu nos «paddock», ou melhor nos bastidores dos circuitos.

Claro que aos cinco anos o pai já se entusiasmava a vê-lo pilotar as «mini bikes». A destreza da criança fazia o pai sonhar. O «bicho» das corridas tinha já tomado conta do pequeno Rossi. Com 13 anos iniciava a competição na categoria de 125 cc, para no ano seguinte se sagrar campeão de Itália.Era o primeiro triunfo. Em 1995 foi o mais jovem piloto a conquistar o titulo de campeão de Itália, ano em que terminou em terceiro lugar no Europeu.

Era o início natural de um longo caminho até ao domínio na categoria máxima do motociclismo. No domingo, na Malásia, o 14.º dos 16 GP que compõem o circuito mundial (falta disputar o GP da Austrália e Valência) sagrou campeão do mundo pela terceira vez consecutiva, uma consagração que constitui uma sequência lógica na sua progressão.Pelo ritmo, tudo indica que ninguém o trava nos próximos anos.

Originário de Urbino, na Costa do Adriático, na Itália, Valentino Rossi promete continuar a somar recordes. Com um total de 52 lugares no pódios na categoria rainha (até 2001 os 500 cc a partir dai a MotoGP), igualou já o legendário americano Randy Mamola, que não conheceu a consagração mundial de Rossi, apesar das suas 13 vitórias, 22 segundos lugares e 19 terceiros entre 1979 e 1992.

No circuito de Sepang, Rossi obteve a sua 31.ª vitória na categoria rainha, onde alinhou à partida por 62 vezes, feito que lhe atribui o titulo de «senhor 50%».
Mas o italiano não é «apenas» o melhor do mundo quando está ao comando das máquinas. Ele é o melhor a gerir a sua carreira.Sempre simpático para os adeptos, tem uma multidão de fãs que o idolatram e o seguem por todo o mundo. O resultado está à vista: o piloto mais cobiçado pelo mundo publicitário que o fazem arrecadar uma «pequena fortuna».

No final do Grande Prémio da Malásia, Rossi não deu nenhuma indicação quanto ao seu futuro. Tudo poderá ser divulgado hoje no decorrer da videoconferência entre a Honda Europa, em Roma, e a direcção-geral da marca, em Tóquio. Ninguém sabe o veredicto final.

Os rumores circulam no «circo»: Rossi quer tentar novas experiências e as concorrentes marcas italianas da Ducati e Aprilia, assim como a japonesa Yamaha querem-no contratar.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG