Os humoristas que fingiram chorar por Amy Winehouse

Dupla brasileira foi ao funeral de Michael Jackson e tentou entrar no casamento do príncipe William

As opiniões dividem-se: enquanto uns se mostram altamente indignados, outros conseguem rir-se da "brincadeira" de Daniel Zukerman e André Machado, os dois humoristas brasileiros que se infiltraram no funeral de Amy Winehouse. As fotografias tiradas enquanto fingiam chorar a morte da cantora acabaram por chegar a jornais de todo o mundo, e a Reuters, agência que difundiu as imagens por acreditar que os dois homens era próximos de Amy, acabou por pedir desculpas pelo equívoco.

Esta não é a primeira vez que a dupla se atreve a infiltrar-se em cerimónias mediáticas. Em 2009, Daniel Zukerman participou no funeral de Michael Jackson, mas desta vez as críticas que recebeu foram mais duras, não só porque a história ganhou muita visibilidade, mas sobretudo porque o funeral de Amy foi uma cerimónia privada, aberta apenas a amigos e familiares.

Inspirados pelo humorista francês Rémi Gaillard, os dois brasileiros que protagonizam o programa Pânico na TV, da RedeTv, tentaram o mesmo número no casamento do príncipe William e Kate Middleton e, no Brasil, Zukerman conseguiu mesmo entrar no programa Big Brother. O jovem humorista, que desempenha o papel de Impostor, tem 27 anos, nasceu em São Paulo e, à custa das suas brincadeiras, já bebeu café com Sylvester Stallone, foi recebido pela modelo Gisele Bündchen e desfilou com manequins da Semana da Moda de São Paulo.

Zukerman começou a trabalhar há sete anos com o programa Pânico na TV, depois de ter estagiado na rádio Jovem Pan. Ao jornal brasileiro Estadão, confessou em 2009 que começou a fazer brincadeiras deste género quando era apenas um adolescente. "Entrávamos em casamentos, cumprimentávamos os noivos, tirávamos fotos com eles e até fazíamos discursos", explicou o humorista ao jornal, dizendo ainda que pretende apenas divertir-se sem "estragar a festa de ninguém". Alan Rapp, director do programa, explicou nessa altura à mesma publicação que Zukerman ia começar a ser enviado em trabalho para fora do país com mais frequência porque no Brasil a sua cara já era conhecida. "No estrangeiro ninguém o conhece", explicou então Rapp.

No funeral de Amy Winehouse, a dupla foi tão convincente que chegou mesmo a ser entrevistada para um canal de televisão. "Perdemos uma amiga, perdemos a melhor cantora", atreveram-se a afirmar.

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