Libertas: o partido pan-europeu falhado

O Libertas Institute Limited começou por ser um grupo de lóbi contra o tratado de Lisboa. Liderado por Declan Ganley, conseguiu que a maioria dos irlandeses rejeitasse o texto no primeiro referendo - a 12 de Junho de 2008. O "não" ganhou com um resultado de 53,4%,o "sim" obteve 46,6%, num escrutínio que contou com uma taxa de participação de 53,1%. Encorajados por tamanha vitória, Ganley e os seus apoiantes decidiram transformar o movimento no primeiro partido pan-europeu e apresentar às eleições europeias de Junho candidatos em todos os Estados membros da União Europeia. No caso de Portugal o candidato que concorreu ao lugar de eurodeputado em associação com o Libertas foi Pedro Quartin Graça, líder do Movimento Partido da Terra. Mas a aventura europeia foi um desastre e, em 27 países, apenas um político conseguiu ser eleito para o Parlamento Europeu: o francês Philippe de Villiers. E alguns media dizem que, depois disso, já ele terá deixado o Libertas. Nalguns países, como foi o caso da Holanda, Ganley só pagou as dívidas de campanha em meados deste mês. Fê-lo depois de credores holandeses terem ameaçado recorrer ao tribunal para obrigar o Libertas a pagar o que devia. " Neste momento eu tenho contas no valor de 350 mil euros, as quais estão em nome de Declan. Então eu não sou pessoalmente responsável por elas", disse, ao Irish Times, Eline van den Broek, cientista política, de 28 anos, ex-candidata pelo Libertas na Holanda. Na campanha europeia o Libertas terá gasto 30 milhões de euros. Agora, Ganley está de volta para fazer campanha contra o tratado de Lisboa no referendo de 2 de Outubro. Mas desta vez pode já ter chegado tarde.

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