Histórias de quem fez a história de Belém

De Maria Helena Spínola a Maria Cavaco Silva, o livro 'As Primeiras-Damas' faz um retrato intimista das mulheres dos presidentes do pós-25 de Abril.

Foram "horas a fio" a recolher testemunhos e dois anos de dedicação. O resultado do trabalho de Alberta Marques Fernandes, jornalista da RTP, foi ontem revelado. Em As Primeiras-Damas, reúnem--se "memórias, histórias, lembranças" dos anos em que as mulheres dos presidentes da República em democracia ocuparam um cargo "não remunerado, sem horário de entrada e saída, disponível para todas as visitas e solicitações". Um cargo que atrai a atenção mediática, onde tudo o que fazem é medido ao pormenor, muitas vezes criticado, com alguma injustiça", escreve a autora na introdução da sua obra.

Ao DN, Alberta Marques Fernandes explica que não escreveu sobre "o outro lado" do presidente, mas sim sobre "quem está ao seu lado da forma mais íntima possível, que é através do matrimónio". Foi isso que a levou a aceitar o convite da editora Esfera dos Livros e dedicar-se a um projecto que resultou num retrato intimista dos anos passados por Manuela Ramalho Eanes, Maria Barroso, Maria José Ritta e Maria Cavaco Silva no Palácio de Belém.

Mais do que isso, as 240 páginas, intercaladas com fotografias de momentos marcantes, revelam pormenores sobre o percurso académico e profissional das primeiras damas portuguesas, que nunca se limitaram a assumir um papel meramente decorativo. Apesar de já não poderem fazer parte da fotografia que faz capa do livro, Maria Helena Spínola e Maria Estela Costa Gomes não foram esquecidas neste livro, ainda que estas, sim, sempre tenham vivido na sombra dos maridos.

Alberta Marques Fernandes explica que "o único problema foi mesmo conciliar agendas para as muitas entrevistas". Contudo, exceptuando "o dever de sigilo a que está sujeita a mulher do presidente da República e que nenhuma das senhoras quis, naturalmente, quebrar, são contadas histórias de bastidores ligadas a momentos importantes da História".

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