De Beethoven a Frank Sinatra, uma história feita de inspiração lunar

Em 1954, Bart Howard compunha In Other Words, que começou por ter discreta carreira na voz de Felicia Sanders. Dez anos depois, Frank Sinatra assinava uma nova versão. O verso "Fly me to the moon" (pelo qual muitos conhecem a canção), ganhara entretanto novo apelo de contemporaneidade e desafio numa América empenhada em concretizar o sonho lançado por Kennedy de levar um homem à Lua antes do final da década... A versão de Sinatra foi um êxito imediato. E chegou mesmo a voar até à Lua, tocada pelos astronautas da Apollo 10 em órbita lunar em Maio de 1969, regressando em Julho aos altifalantes da Apollo 11. Foi o primeiro êxito lunar... Mas, na verdade, há muito que a Lua morava na imaginação de cantores e compositores.

Debussy compôs Au Clair de Lune, Carl Orff a ópera Der Mond, Beethoven a Sonata ao Luar e Arnold Schoenberg o Pierrot Lunaire... Também o jazz tomou cedo a Lua como fonte de inspiração, contando entre os standards mais vezes recriados o histórico Blue Moon.

Em tempo de viagem à Lua, editado precisamente no mesmo 1969 que anunciava a Apollo 11, Space Oddity, de David Bowie, recriava um diálogo com Major Tom, algures no espaço... E na noite em que Neil Armstrong e Buzz Aldrin alunavam, a BBC convidava os Pink Floyd para acompanhar, com música ao vivo, as imagens que chegavam da Lua.

Sem relação com a missão Apollo, mas fazendo da Lua cenário ou protagonista, a história recente da música popular tem exemplos em todas as latitudes. Ainda as viagens tripuladas à Lua estavam na memória das notícias, Nick Drake editava Pink Moon (1972). Meses depois, os Pink Floyd usavam The Dark Side Of The Moon (1973) para reflectir sobre a loucura. Do New Moon On Monday dos Duran Duran a Man On The Moon dos R.E.M., esta é ainda uma boa fonte de inspiração.

N.G.

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