a escola da 'Máquina de pau'

___ Ao longo de sessenta anos de carreira, Joaquim Roriz garante que "quase tudo" que ganhou investiu, claro está, em máquinas. "Um fotógrafo nunca fica rico, está sempre a investir. O meu tio deixou um anel e um relógio de bolso, mais nada", confessa. Uma Hasselblad, com mais de 40 anos, é uma das relíquias que agora tem em exposição na sua loja. "Eu e um colega fomos a Espanha e trouxemos duas. Custavam mil contos, o preço de três carros, e só depois soubemos que éramos os dois primeiros em Portugal a ter o modelo", conta, orgulhoso, enquanto não se cansa de "puxar o lustro" às mais de trinta máquinas que integram a colecção. Uma destas é a "máquina de pau", com cem anos, onde aprendeu a fotografar, por entre placas de vidro, o fole e o típico pano preto. "Era terrível porque bastava pegar mal nas chapas para ficar logo a dedada. Mas em compensação tinha uma lente Carl-Zeiss fantástica", recorda o fotógrafo cuja vida é a história... da fotografia.

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