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ver ouvir e ler

Ver. Em tempo de férias, levamos esta coluna a viajar. E assim, semana após semana, aqui vemos, ouvimos e lemos propostas de outras paragens. Hoje numa viagem que, por enquanto, está apenas ao alcance das nossas leituras, filmes e canções, que o turismo espacial já inventa passeios orbitais, mas ainda não leva ninguém à Lua. Mas é lá que vamos hoje. O cinema visita-a desde os dias de Méliès. E por lá viveu já muitos momentos, das aventuras dos dias de Destination Moon (1950), de Irving Pichel, às inesquecíveis sequências filmadas por Stanley Kubrick no segmento "lunar" do seu 2001: Odisseia no Espaço. Primeira longa-metragem de Duncan Jones, Moon - O Outro Lado da Lua (2009) fez o cinema regressar recentemente ao satélite natural da Terra numa aventura que explora sobretudo o clima de solidão em que vive o único astronauta que assegura a manutenção diária de uma pequena base lunar com fins comerciais. Criado pelo realizador tendo já em mente o actor Sam Rockwell para o papel protagonista, Moon assinala ainda um reencontro do cinema com uma ficção científica mais centrada numa ideia de argumento (mais próxima portanto da literatura do género) que de uma exposição de malabarismos de efeitos visuais (que nos últimos tempos tem imperado nestes domínios da produção cinematográfica).

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capitalista doa parteda fortuna

___ Os três filhos de Warren Buffett vão ficar com uma herança fabulosa, e muito maior seria se não tivessem um pai tão filantropo. Em 2006, o multimilionário norte- -americano doou parte da sua imensa fortuna - 83 por cento das acções da Berkshire Hathaway - à Fundação Bill e Melinda Gates, que assim se tornaria na maior fundação do mundo, com um legado calculado em mais de 19 650 milhões de euros. A Berkshire Hathaway, com sede em Omaha, de que Warren é o accionista principal, é um conglomerado de 60 empresas nas áreas de seguros, mobiliários, tapeçarias, joalharia, restaurantes e serviços. Outra parte da fortuna irá para Fundação Buffett, a fundação da família, que em 2004 já recebeu a herança da primeira mulher do capitalista filantropo. "Não sou entusiasta da fortuna mantida em dinastias, especialmente quando a alternativa são seis biliões de pessoas bem mais pobres", disse Buffett, quando anunciou a dádiva à fundação do amigo Bill Gates. O sucesso, sublinha, "mede-se pelo número de pessoas que realmente nos amam. Se chegar à minha idade e ninguém pensar bem a seu respeito, não importa o tamanho da sua conta bancária - a sua vida é um desastre".

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Entre filmes e séries de televisão

___ No mundo das imagens em movimento, a personagem de Tintin nunca teve o impacto dos seus álbuns originais. O certo é que, desde muito cedo, começaram a surgir as tentativas de recriar o universo de Hergé. E foi a televisão belga a lançar a proposta inicial, em 1959, com uma série de filmes de animação. A primeira tentativa cinematográfica surgiria pouco mais tarde, em 1961: As Aventuras de Tintin (título original: Tintin et le Mystère de la Toison d'Or), uma produção franco-belga dirigida por Jean-Jacques Vierne, com o jovem Jean-Pierre Talbot no papel principal; Talbot reapareceria ainda em O Mistério das Laranjas Azuis (1964). Chegaram mesmo a fazer-se longas-metragens de animação, como Tintin e o Lago dos Tubarões (1972), sempre com impacto comercial moderado. Ainda em desenho animado, a tentativa mais ambiciosa é a série As Aventuras de Tintin (1991-92), uma co-produção franco-canadiana, concretizada com o apoio da Fundação Hergé: está editada no mercado português de DVD, numa caixa com 21 discos.

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caso das escutas abalou scotland yard

___ Quando na semana passada motins e pilhagens deixaram o país a ferro e fogo, tornou-se urgente nomear alguém para ocupar o cargo deixado vago por Paul Stephenson. O ex-comissário-chefe da Scotland Yard optou por renunciar ao cargo no mês passado, ao ver o seu nome envolvido no caso das escutas do tablóide britânico News of The World. O número dois da polícia metropolitana de Londres acabou por fazer o mesmo. Stephenson garante que a sua integridade está intacta, mas que as suas ligações a um subdirector do jornal poderiam pôr em causa a investigação. Agentes da Scotland Yard foram acusados de terem recebido pagamentos para darem informações ao tablóide ou para atrasarem investigações sobre o caso das escutas. Suspeita-se de que a privacidade de mais de quatro mil pessoas foi violada. A investigação ainda está a decorrer.

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Que futuro para o espectáculo?

Com as As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne, sob o signo de Steven Spielberg, está em jogo muito do futuro tecnológico e artístico, industrial e comercial, do 3D. As experiências negativas têm-se acumulado nos últimos dois anos, incluindo Confronto de Titãs, Thor e Lanterna Verde. O seu impacto negativo é de tal ordem que algumas personalidades centrais na dinâmica de Hollywood (incluindo Jeffrey Katzenberg, responsável pela animação da DreamWorks, e James Cameron, realizador de Avatar) vieram a público, chamando a atenção para a necessidade de elevar os padrões artísticos e também de não inflacionar o preço de bilhetes.