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Com poetas antifascistas, os slogans davam nas vistas

Perseguidos pela ditadura, foi na publicidade que muitos poetas e escritores comunistas e antifascistas encontraram o ganha-pão antes do 25 de Abril. Orlando da Costa chamou-lhe poesia por encomenda. José Carlos Ary dos Santos autorretratou-se como lãzudo publicitário, poeta castrado é que não. Alexandre O'Neill criou slogans que se tornaram provérbio ou até anedota. No tempo das palavras proibidas, saber jogar com elas valia ouro.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.