Veja aqui as melhores fotografias da Vida Selvagem 2018

Os vencedores deste ano do concurso Wildlife Photographer of the Year, promovido pelo Museu de História Natural de Londres, já são conhecidos, Veja aqui as fotos que foram premiadas pela sua beleza e originalidade

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Pedro Lains

Onde pára a geração Erasmus? 

A opinião em jornais, rádios e televisões está largamente dominada por homens, brancos, nascidos algures no século passado. O mesmo se passa com jornalistas e políticos que fazem a maior parte dos comentários. Este problema está há muito identificado e têm sido feitos alguns esforços para se chegar a uma maior diversificação desta importante função dos órgãos de comunicação social. A diversidade não é receita mágica para nada, mas a verdade é que ela necessariamente enriquece o debate. Quando se discute o rendimento mínimo de inserção, por exemplo, o estatuto, a experiência, o ponto de vista importa não só dentro da dicotomia entre esquerda e direita, mas também consoante as pessoas envolvidas estejam mais ou menos directamente ligadas aos efeitos das políticas em discussão. Esta constatação é demasiadamente banal para precisar de maior reflexão. Acontece que, paradoxalmente ou não, se tem assistido a uma maior diversificação social entre a classe política activa do que propriamente entre aqueles que sobre ela opinam.

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Viriato Soromenho Marques

Na hora dos lobos

Na ação governativa emergem os sinais de arrogância e de expedita interpretação instrumental das leis. Como se ainda vivêssemos no tempo da maioria absoluta de um primeiro-ministro, que o PS apoiou entusiasticamente, e que hoje - acusado do maior e mais danoso escândalo político do último século - tem como único álibi perante a justiça provar que nunca foi capaz de viver sem o esbulho contumaz do pecúlio da família e dos amigos. Seria de esperar que o PS, por mera prudência estratégica, moderasse a sua ação, observando estritamente o normativo legal.

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Rogério Casanova

Arquitectura fundida

Uma consequência inevitável da longevidade enquanto figura pública é a promoção automática a um escalão superior de figura pública: caso se aguentem algumas décadas em funções, deixam de ser tratadas como as outras figuras públicas e passam a ser tratadas como encarnações seculares de sábios religiosos - aqueles que costumavam ficar quinze anos seguidos sentados em posição de lótus a alimentar-se exclusivamente de bambu antes de explicarem o mundo em parábolas. A figura pública pode não desejar essa promoção, e pode até nem detectar a sua chegada. Os sinais acumulam-se lentamente. De um momento para o outro, frases suas começam a ser citadas em memes inspiradores no Facebook; há presidentes a espetar-lhes condecorações no peito, recebe convites mensais para debates em que se tenciona "pensar o país". E um dia, subitamente, a figura pública dá por si sentada à frente de uma câmera de televisão, enquanto Fátima Campos Ferreira lhe pergunta coisas como "Considera-se uma pessoa de emoções?" ou "Acredita em Deus?".