O que restou do Museu Nacional do Rio de Janeiro após o incêndio

Na noite de 2 de setembro deflagrou um incêndio no Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro. Estima-se que as chamas tenham destruído mais de 20 milhões de peças ligadas à história luso-brasileira. O presidente brasileiro, Michel Temer, mostrou apoio financeiro na reconstrução do espaço.

Patrícia Jesus
O incêndio deflagrou pelas 19h30 locais (23h30 em Lisboa), duas horas e meia após o encerramento. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
O museu tinha uma vasta coleção, com arte indígena, meteoritos e um importante espólio de egitologia, entre outros temas. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
A gestão do espaço é da responsabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
Há muito que o estado de conservação do edifício era criticado. Estavam prometidos investimentos para a sua requalificação. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
A instituição completou 200 anos no passado dia 6 de junho. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
O edifício foi habitado pela família real portuguesa entre 1808 e 1821 e pela família imperial brasileira entre 1822 e 1889. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
No mesmo local viveram D. Pedro I do Brasil (IV de Portugal) e nasceram D. Maria II de Portugal e D. Pedro II do Brasil, filhos da imperatriz Leopoldina. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
No âmbito de uma fiscalização realizada a 15 de setembro de 2014, o Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União (CGU) chegaram à conclusão de que a instituição não tinha um relatório de segurança atualizado acerca da vistoria dos bombeiros do Rio de Janeiro. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
O governo português lamentou “a perda de um acervo histórico e científico insubstituível” do museu, marco importante da história comum luso-brasileira. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
A instituição situava-se na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
De acordo com o jornal brasileiro "A Folha de São Paulo", estiveram envolvidos 80 operacionais no combate às chamas. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
A falta de água nas bocas-de-incêndio dificultou o trabalho dos bombeiros. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
As causas do incêndio vão ser investigadas. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
O ministro da Cultura brasileiro, Sérgio Sá Leitão, considerou fundamental "descobrir a causa e apurar a responsabilidade". | foto REUTERS/Ricardo Moraes
O edifício continha peças guardadas em álcool, o que pode ter contribuído para a propagação das chamas. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
O interior do museu ficou totalmente destruído pelo incêndio. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
Para além da degradação, o museu estava sem dinheiro, de tal forma que em 2015 fechou durante dez dias, na sequência de uma greve dos funcionários da limpeza, que reclamavam dos salários em atraso. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
Ao todo existiam 20 milhões de peças referentes à história luso-brasileira. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
A maioria das coleções do Museu Nacional do Rio de Janeiro foi reunida durante a Regência e o Império do Brasil. | foto REUTERS/Ricardo Moraes
Esta faixa mostra os valores investidos no Mundial de Futebol de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016 que, no entender do povo brasileiro, podiam ter sido aplicados na reabilitação do museu. | foto EPA/Antonio Lacerda
Bombeiros do Rio de Janeiro no combate às chamas. | foto REUTERS/Pilar Olivares
Um bombeiro no interior do museu destruído pelas chamas. | foto REUTERS/Pilar Olivares
Limpeza do interior do edifício após o incêndio. | foto REUTERS/Pilar Olivares
O presidente brasileiro, Michel Temer, falou numa "perda incalculável para o Brasil" e disse que o setor financeiro do país está disponível para apoiar na reconstrução do museu. | foto EPA/Antonio Lacerda