2,6 milhões de bolívares por um rolo de papel higiénico: a hiper inflação na Venezuela

A hiper inflação na Venezuela desvalorizou a moeda local (o bolívar) a um ritmo alucinante e obrigou os venezuelanos a contas com muitos zeros para poder comprar alimentos e bens essenciais. Por entre avisos do FMI de que a inflação no país sul-americano pode este ano ultrapassar a fasquia de um milhão por cento, o presidente Nicolás Maduro anunciou mais um pacote de reformas monetárias para entrar em vigor a partir desta segunda-feira, com uma nova moeda, o bolívar soberano, que retira cinco zeros ao antigo bolívar.

Rui Frias
Um rolo de papel higiénico custava 2,600,000 de bolívares, o equivalente a 35 cêntimos, no dia 18 de agosto | foto REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Um sabonete fotografado junto a três milhões e quinhentos mil bolivares, o seu preço de mercado numa Venezuela afetada pela hiper-inflação | foto REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Um quilo de cenouras a troco de três milhões de bolívares, num mini-mercado de Caracas, na Venezuela | foto REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Uma embalagem de margarina (500 gr) ao preço de 3,000,000 de bolívares | foto REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Para comprar um pacote de fraldas, venezuelanos têm de gastar oito milhões de bolívares | foto REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Um quilo de arroz a dois milhões e quinhentos mil bolívares | foto REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Por um frango de 2,4 kg venezuelanos têm de gastar 14,600,000 bolívares | foto REUTERS/Carlos Garcia Rawlins