Picamiolos: Aqui come-se (quase) tudo do animal

Há cabeças de animais (não embalsamadas) nas paredes, dois andares com 130 lugares e recantos proporcionados pelas típicas arcadas dos antigos edifícios lisboetas. Há frases projetadas como um «Vou-te Comer» do clássico Lobo-Mau, lembrando simultaneamente o Tomba-Lobos de José Júlio Vintém em Portalegre. Não há dúvidas de que o novo Picamiolos que o cozinheiro alentejano abriu com os proprietários do By The Wine, Leonor Brito e Ricardo Santos, não é um restaurante tradicional alentejano. Mas José Júlio também não o quer. «Quero que seja um sítio onde se pode provar coisas estranhas», diz Vintém. «E que pessoas que acham que […]

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Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.