Crónica de Afonso Cruz: As histórias que se estragam

  Num conto intitulado Conversa de quintal, Olinda Beja põe uma personagem a dizer que tem na sua cabeça um mundo de histórias a estragarem-se (Eu tem um mundo de sóya aqui no cabeça a estragá). Culpamos muitas vezes as novas tecnologias e as redes sociais pelo desinteresse a respeito de certas tradições e partilhas culturais e, por isso, as histórias ficam a estragar-se na cabeça de algumas pessoas. Eu, na altura em que poderia ter impedido uma série de histórias de se estragarem, cometi exactamente o mesmo erro, o da indiferença. Hoje tenho muita pena de não ter ouvido […]

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Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.