As vidas e as histórias que fazem a Santa Casa

Tem mais de meio milénio de histórias por contar, mas as que vamos partilhar nos próximos meses são as das pessoas que mudam vidas e as das vidas que foram mudadas por causa de um apoio, uma bolsa ou um prémio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Uma história nova todos os fins de semana, numa parceria entre o DN, TSF e Santa Csa - de abril a junho, e depois de setembro a novembro

Aos 21 anos, Elton Afonso está a aprender a viver sozinho com a ajuda da Santa Casa. Com mais tempo de trabalho em Alcoitão do que Elton tem de vida, a terapeuta Gracinda Antunes Valido viu a sua dedicação ser reconhecida e a escola da instituição levar o seu nome. E o cantor Ruben Matay talvez até seja um nome conhecido dos portugueses, mas o trabalho mais importante é o que faz com os jovens do Bairro da Boavista, em Lisboa, como animador social.

O que têm estes casos em comum? São algumas das pessoas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) que dão a cara pelas causas que a instituição apoia, no ano em que comemora o 520.º aniversário. São essas as histórias que vamos conhecer ao longo dos próximos meses, numa parceria entre o DN, a TSF e a Santa Casa. Todos os fins de semana, de abril a junho, e depois de setembro a novembro, uma história nova para ler no jornal, ouvir na rádio e para ver no site.

Algumas das histórias são de pessoas como Gracinda e Ruben, dois dos cerca de cinco mil trabalhadores da Santa Casa, que ajudam com o seu trabalho diário a que esta instituição com mais de meio milénio de história cumpra a sua missão. Outras estão do outro lado e a determinado momento viram a vida mudar graças a esse mesmo trabalho ou a um apoio, uma bolsa, um prémio.

Grande parte do financiamento que sustenta estes projetos vem dos lucros dos jogos sociais, uma tradição que começou com a Lotaria Nacional, ainda no século XVIII. Todos os anos a Santa Casa recebe 27,77% dos resultados líquidos de exploração de jogos como o Euromilhões, a Raspadinha e o Placard, conforme definido por lei, o que em 2016 representou cerca de 200 milhões de euros. Nesse mesmo ano, o último com relatório e contas disponível (o de 2017 será apresentado em breve), as despesas totalizaram 199,7 milhões de euros, com predomínio da ação social (56%) e da saúde (25%).

Mas além destas áreas a Santa Casa dá ainda bolsas de estudo a atletas, numa parceria com os comités olímpico e paralímpico, bolsas artísticas e prémios de empreendedorismo e inovação e ciência. São essas as histórias que vamos conhecer.

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