Casa assaltada? Não acontece apenas aos outros

Quando já se acumulam semanas de casa-trabalho, trabalho-casa, a ideia de ir passear no fim-de-semana para um lugar diferente é tentadora, mas será que a casa que deixa vazia, fica vazia?

Nesta altura do ano, é comum investir neste tipo de escapadinhas para se fugir momentaneamente do stressante período do Natal, onde se tem de comprar prendas para os irmãos, para os pais, para os filhos, para os amigos, e até para os primos de quarto ou quinto grau, com quem se convive apenas uma vez por ano. Contudo, embora se esteja a falar do período do natal, a verdade é que também se opta por ir para outro ambiente, durante dois ou três dias, na altura do ano novo; e seja em que altura for, segue-se sempre uma lista de coisas base que se tem de fazer para preparar a viagem.

Nessa lista estão coisas como efetuar a reserva do alojamento ou fazer a mala e estabelecer um itinerário para orientar a nossa estadia. Claro que esta é uma lista muito genérica e na qual faltam coisas, tais como escolher um sítio para deixar o cão ou o gato. Mas e a casa? Toma-se algum tipo de precaução com a casa durante o período de ausência? Se calhar, como são apenas três dias, não deve acontecer nada e não são necessárias preocupações para além de deixar a porta e as janelas trancadas.

Este pensamento do "não deve acontecer nada" é frequente e acaba por se transformar num mecanismo que serve para nos tranquilizar, para nos alienar da possibilidade que também podemos ser nós. Contudo, a verdade é que um assalto comum demora entre dois a oito minutos, e se a casa não estiver devidamente protegida, pode-se ter uma surpresa bastante desagradável quando se chega daquilo que foi uma ausência de "apenas" três dias.

Em 2016, de acordo com as estatísticas da GNR e da PSP, decorriam em média 50 assaltos à habitação por dia, ou seja, nesse ano registaram-se 18 mil assaltos. Felizmente, existem alarmes que podem atrasar o assaltante e, consequentemente, ajudar o serviço de emergência a ganhar tempo. Um desses alarmes é o Visão Zero que, tal como o nome indica, impossibilita a visão do intruso. Como? Através de uma névoa de fumo.

Quando o alarme é ativado, o dispositivo liberta uma névoa de fumo sob alta pressão, que, no espaço de dez segundos ocupa toda uma área superior a 300 m2. Desta forma, o intruso é obrigado a parar, perder tempo e frequentemente, escapar sem causar prejuízo.

Apesar de ser emitida uma névoa de fumo, esta não é tóxica, logo, não são necessárias preocupações com a saúde. O alarme foi projetado apenas com o objetivo de apanhar o ladrão desprevenido e de o demover das suas intenções.

Pode parecer uma tecnologia dos filmes, mas está acessível ao público e é uma salvaguarda para quando estamos dentro ou fora de casa. O sentimento de segurança é maior e obriga sempre a acrescentar na lista de viagem: "ativar alarme antes de sair".

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