Vinhos: anote estes oito trunfos da região do Dão

Carlos Lucas conhece bem o Dão e tem décadas de experiência enquanto enólogo de projetos diversos, alguns de relevância histórica. Chega agora o momento de partilhar os seus vinhos topos de gama.

Conhecemo-lo de tempos bem recuados, no projeto da Quinta de Cabriz, em Carregal do Sal, e acompanhamo-lo de perto no imenso contínuo de projetos e vinhos bem-sucedidos de qualidade distintiva. Carlos Lucas está como peixe na água em brancos, tintos, generosos e espumantes, e tem deixado a sua marca um pouco por todo o país vinícola. Fundou a Magnum Vinhos, em Oliveira do Conde, e paulatinamente, na nova adega e em vinhedos da sua eleição, construiu marcas que são já referências incontornáveis. Ribeiro Santo é a principal, a que se juntou a Quinta da Alameda.

O momento esperado com ansiedade por muitos aconteceu, e aí estão os topos de gama do Dão de Carlos Lucas, que tivemos o privilégio de provar. Vinhos de muito pequena tiragem - o que é bom e é raro -, o que se reflecte nos preços de venda ao público, mas inteiramente ajustado à originalidade e nível alcançado. Boas provas!

Percorra a fotogaleria para saber mais sobre estes vinhos.

Fonte: Evasões

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.