Douro: 12 vinhos que ilustram bem este fenómeno

​​​​​A força da terra e da história é que molda os homens, o Douro tem os olhos do mundo postos nele, mas é ele que escolhe os grandes que quer ao seu serviço. Estes 12 vinhos ilustram bem o fenómeno.

O grande vale vinhateiro do Douro conhece hoje grande diversidade e atraiu para os seus vinhedos bons talentos e projectos de vanguarda. Adivinha-se por isso bom e luminoso futuro para os que ousaram. O clássico Quinta da Leda, no Douro Superior, conhece a edição de 2015, ano de muito bons resultados em todo o Douro, e afirma-se como exemplo de elegância e sofisticação.

O labor de Pedro Garcias, dos vinhos Mapa, secundado pelo enólogo residente Sérgio Mendes e tendo o experimentado Francisco Baptista como consultor enológico, foi paulatinamente construindo aquela que é hoje uma das gamas mais patrimoniais de estilos num mesmo produtor, pautada pela diversidade.

A Real Companhia Velha, pela mão de Pedro Silva Reis e o grande enólogo Jorge Moreira, fez o exercício notável de ir buscar castas antigas do Douro, pouco ou nada conhecidas, e selecionar as melhores para produzir vinhos como o Douro nunca viu. Este novo Douro é ouro puro. Boas provas!

Percorra a fotogaleria acima para ficar a conhecer os nomes, as imagens, as classificações, os preços e informações adicionais sobre 12 vinhos da região do Douro que mostram - e bem - a força deste prodigioso vale de ouro.

Fonte: Evasões

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.