Clube de Vinhos DN: Pack Espumantes

Porque é impossível não prestar homenagem aos espumantes Portugueses, o Diário de Notícias apresenta uma seleção destes vinhos de algumas das zonas mais históricas a nível nacional, lugares onde esta tradição já perdura há mais de 120 anos. Experimente este pack de espumantes, e verifique por si próprio que estes merecem mais atenção do que o copo solitário ao ano novo.

Vértice Millésime Bruto Douro branco 2010 | Caves Transmontanas
A arte de Celso Pereira, a quem reconhecemos o título de mestre do espumante, em terras transmontanas de Alijó. Este vinho foi feito a partir de uvas das castas Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Viosinho e Touriga Franca e seguiu o método clássico champanhês da dupla fermentação, a última das quais em garrafa. Bolha muito fina, cordão ligado e muito prazer a beber.

Murganheira Czar Cuvée Bruto DOC Távora-Varosa rosé 2013 | Murganheira
Vinho espumante produzido a partir da casta Pinot Noir, em vinhas próprias. É tudo clássico aqui, desde a cor sóbria, evocativa dos grandes champanhes, a bolha fina em cordão rápido e a complexidade na boca, apta à mesa e aos momentos partilhados de prazer. Muito bom com peixes fumados e queijos de pasta mole.

São Domingos Baga DOC Bairrada blanc de noirs 2012 | Caves do Solar de S. Domingos
A nova denominação Baga Bairrada trouxe a lume a excelência que existe nos produtores da região há várias décadas. São Domingos está entre os melhores, enologia de grande nível, este não é excepção, com a surpresa na boa relação preço-qualidade. Muito bom à refeição, para um bom leitão assado à moda da Bairrada.

Um pack de 6 garrafas:

2x Vértice Millésime Bruto Douro branco 2010 | Caves Transmontanas
2x Murganheira Czar Cuvée Bruto DOC Távora-Varosa rosé 2013 | Murganheira
2x São Domingos Baga DOC Bairrada blanc de noirs 2012 | Solar de S. Domingos

Adquira já o seu Pack Espumantes no Clube de Vinhos DN, com Portes Grátis e Entregas em até 72h com parceria com a Garrafeira Nacional

Clique aqui para saber mais

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

Premium

João Gobern

Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.

Premium

Henrique Burnay

O momento Trump de Macron

Há uns bons anos atrás, durante uns dias, a quem pesquisasse, no Yahoo ou Google, já não me lembro, por "great French military victories" era sugerido se não quereria antes dizer "great French military defeats". A brincadeira de algum hacker com sentido de ironia histórica foi mais ou menos repetida há dias, só que desta vez pelo presidente dos Estados Unidos, depois de Macron ter dito a frase mais grave que podia dizer sobre a defesa europeia. Ao contrário do hacker de há uns anos, porém, nem o presidente francês nem Donald Trump parecem ter querido fazer humor ou, mais grave, percebido a História e o presente.

Premium

Ruy Castro

Um Vinicius que você não conheceu

Foi em dezembro de 1967 ou janeiro de 1968. Toquei a campainha da casa na Gávea, bairro delicioso do Rio, onde morava Vinicius de Moraes. Vinicius, você sabe: o poeta, o compositor, o letrista, o showman, o diplomata, o boémio, o apaixonado, o homem do mundo. Ia entrevistá-lo para a Manchete, revista em que eu trabalhava. Um empregado me conduziu à sala e mandou esperar. De repente, passaram por mim, vindas lá de dentro, duas estagiárias de jornal ou, talvez, estudantes de jornalismo - lindas de morrer, usando perturbadoras minissaias (era a moda na época), sobraçando livros ou um caderno de anotações, rindo muito, e foram embora. E só então Vinicius apareceu e me disse olá. Vestia a sua tradicional camisa preta, existencialista, de malha, arregaçada nos cotovelos, a calça cor de gelo, os sapatos sem meias - e cheirava a talco ou sabonete, como se tivesse acabado de sair do banho.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Dispensar o real

A minha mãe levou muito a sério aquele slogan dos anos 1970 que há quem atribua a Alexandre O'Neill - "Há sempre um Portugal desconhecido que espera por si" - e todos os domingos nos metia no carro para conhecermos o país, visitando igrejas, monumentos, jardins e museus e brindando-nos no final com um lanche em que provávamos a doçaria típica da região (cavacas nas Caldas, pastéis em Tentúgal). Conheci Santarém muito antes de ser a "Capital do Gótico" e a Capela dos Ossos foi o meu primeiro filme de terror.

Premium

Adriano Moreira

Entre a arrogância e o risco

Quando foi assinada a paz, pondo fim à guerra de 1914-1918, consta que um general do Estado-Maior Alemão terá dito que não se tratava de um tratado de paz mas sim de um armistício para 20 anos. Dito ou criado pelo comentarismo que rodeia sempre acontecimentos desta natureza, o facto é que 20 anos depois tivemos a guerra de 1939-1945. O infeliz Stefan Zweig, que pareceu antever a crise de que o Brasil parece decidido a ensaiar um remédio mal explicado para aquela em que se encontra, escreveu no seu diário, em 3 de setembro de 1939, que a nova guerra seria "mil vezes pior do que em 1914".