Clube de Vinhos DN: Pack Boa Compra

Este pack foi especialmente escolhido para os leitores que procuram a melhor relação de preço-qualidade. Porque não tem de optar entre o seu dinheiro e o melhor da nossa oferta vinícola, apresentamos-lhes estes três porta-bandeiras. Dificilmente encontra uma melhor oferta.

Pedra Cancela Selecção do enólogo DOC Dão tinto 2015 | Lusovini
Os granitos velhos que marcam o solo do Dão produzem vinhos naturalmente equilibrados e elegantes, graças a maturações lentas e sustentadas. Este vinho apresenta uma complexidade acrescida em relação aos seus pares e tem uma excelente relação preço/qualidade.

Meandro do Vale Meão DOC Douro tinto 2015 | F. Olazábal e Filhos
É o segundo vinho deste produtor clássico, com um terroir único, vinha velha e sábia, perfeito para carne assada e pratos de tacho. Está pronto a beber mas beneficia se for decantado, nos primeiros anos. Também funciona bem num churrasco ao ar livre, com os amigos.

Quinta Monte d'Oiro Lybra Lisboa 2015 Syrah
Syrah proveniente de solos eminentemente minerais, a dar toques salinos ao vinho, resultando em frescura na boca. Grande flexibilidade gastronómica, feito a pensar na mesa e para durar.

Um pack de 6 garrafas:

2x Pedra Cancela Selecção do enólogo DOC Dão tinto 2015 | Lusovini
2x Meandro do Vale Meão DOC Douro tinto 2015 | F. Olazábal e Filhos
2x Quinta
Monte d'Oiro Lybra Lisboa 2015 Syrah

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Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.

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Navegar é preciso. Aventuras e Piqueniques

Uma leitura cruzada, à cata de outras realidades e acontecimentos, deixa-me diante de uma data que, confesso, chega e sobra para impressionar: na próxima semana - mais exatamente a 28 de novembro - cumpre-se meio século sobre a morte de Enid Blyton (1897-1968). Acontece que a controversa escritora inglesa, um daqueles exemplos que justifica a ideia que cabe na expressão "vícios privados, públicas virtudes", foi a minha primeira grande referência na aproximação aos livros. Com a ajuda das circunstâncias, é certo - uma doença, chata e "comprida", obrigou-me a um "repouso" de vários meses, longe da escola, dos recreios e dos amigos nos idos pré-históricos de 1966. Esse "retiro" foi mitigado em duas frentes: a chegada de um televisor para servir o agregado familiar - com direito a escalas militantes e fervorosas no Mundial de Futebol jogado em Inglaterra, mas sobretudo entregue a Eusébio e aos Magriços, e os livros dos Cinco (no original The Famous Five), nada menos do que 21, todos lidos nesse "período de convalescença", de um forma febril - o que, em concreto, nada a tinha que ver com a maleita.

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O momento Trump de Macron

Há uns bons anos atrás, durante uns dias, a quem pesquisasse, no Yahoo ou Google, já não me lembro, por "great French military victories" era sugerido se não quereria antes dizer "great French military defeats". A brincadeira de algum hacker com sentido de ironia histórica foi mais ou menos repetida há dias, só que desta vez pelo presidente dos Estados Unidos, depois de Macron ter dito a frase mais grave que podia dizer sobre a defesa europeia. Ao contrário do hacker de há uns anos, porém, nem o presidente francês nem Donald Trump parecem ter querido fazer humor ou, mais grave, percebido a História e o presente.

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Foi em dezembro de 1967 ou janeiro de 1968. Toquei a campainha da casa na Gávea, bairro delicioso do Rio, onde morava Vinicius de Moraes. Vinicius, você sabe: o poeta, o compositor, o letrista, o showman, o diplomata, o boémio, o apaixonado, o homem do mundo. Ia entrevistá-lo para a Manchete, revista em que eu trabalhava. Um empregado me conduziu à sala e mandou esperar. De repente, passaram por mim, vindas lá de dentro, duas estagiárias de jornal ou, talvez, estudantes de jornalismo - lindas de morrer, usando perturbadoras minissaias (era a moda na época), sobraçando livros ou um caderno de anotações, rindo muito, e foram embora. E só então Vinicius apareceu e me disse olá. Vestia a sua tradicional camisa preta, existencialista, de malha, arregaçada nos cotovelos, a calça cor de gelo, os sapatos sem meias - e cheirava a talco ou sabonete, como se tivesse acabado de sair do banho.

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