Crítica: vinhos Quinta do Quetzal para partilhar no verão

Se é verdade que os bons vinhos se fazem na vinha, a Quinta do Quetzal é berço de vinhos únicos e inconfundíveis. Complementados pelas duas mais inefáveis aplicações do talento humano, as artes e a gastronomia.

Daniel AndréTiago Dias
Quetzal Reserva Regional Alentejano Branco 2013 - Perfil e estrutura de grande vinho, com força e corpo para enfrentar tanto pratos consistentes quanto envelhecimento em cave. Frescura acentuada, sensível em todas as fases da prova. Belo vinho. | Classificação: 17,5/20 | Preço: 20 euros
Quetzal Família regional alentejano branco 2012 - Está aqui um grande vinho, a todos os títulos notável e inspirador. Está bem pensado o nome que lhe deram, pelo futuro que tem, apesar de estar já pronto a beber. Compre e guarde, se conseguir. | Classificação: 18/20 | Preço: 65 euros
Guadalupe Regional Alentejano Rosé 2016 - Um vinho feito a pensar nos encontros informais num fim de tarde soalheiro. Funciona bem sozinho, melhor com queijos curados ou peixes fumados. | Classificação: 15,5/20 | Preço: 4 euros
Guadalupe Selecção Regional Alentejano Branco 2015 - Raça alentejana alentejana a fazer-se sentir, copioso em todas as fases da prova e ao mesmo tempo fresco e regenerador do palato. Óptimo com saladas diversas e ceviches. | Classificação: 16/20 | Preço: 5 euros
Guadalupe Selecção Regional Alentejano Tinto 2013 - Equilibrado, estrutura simples mas firme, acompanha bem enchidos e petiscos moderados nos condimentos. Surpreendente com charcutaria fumada ou uma boa farinheira cozida. | Classificação: 16/20 | Preço: 5 euros
Guadalupe Winemaker Selection Regional Alentejano Branco 2015 - Grande e grata surpresa, qualidade excelsa face ao preço, franca flexibilidade gastronómica, a conseguir ligar tudo entre si, especialmente tomate e pratos de fundo de caldeirada. | Classificação: 17/20 | Preço: 8 euros
Quetzal Reserva Regional Alentejano Branco 2013 - Perfil e estrutura de grande vinho, com força e corpo para enfrentar tanto pratos consistentes quanto envelhecimento em cave. Frescura acentuada, sensível em todas as fases da prova. Belo vinho. | Classificação: 17,5/20 | Preço: 20 euros

Depois da inauguração em 2002 da que ainda hoje é uma das mais originais e inovadoras adegas do Alentejo, a Quinta do Quetzal não parou de se desenvolver e crescer de forma sustentada e orgânica. Propriedade da família holandesa De Bruijn, tudo ali é fruto da paixão e de um certo amor à primeira vista que na primeira visita ao terreno aconteceu.

Os investimentos em arte em todo o mundo conduziram à criação do Centro de Arte Quetzal e recentemente ao restaurante Quetzal, batuta feliz do chef Pedro Mendes que tem feito as alegrias de muitos passantes. Vinho, arte e gastronomia estão disponíveis em modo pleno de partilha, cada um gere as interações entre os domínios a seu gosto e contento. Os vinhos refletem a um tempo o perfil do terroirúnico do Quetzal e o desejo da família de exprimir o compromisso com o belo.

Coube a Rui Reguinga a supervisão enológica, o que tem feito de forma criativa e segura. Alinhámos alguns dos vinhos adequados para o verão e para a reunião familiar à volta da mesa. Em 15 anos de produção contínua, pode dizer-se que o projeto atingiu a maturidade. Parabéns à Quinta do Quetzal.

Percorra a fotogaleria para ver as avaliações do nosso crítico Fernando Melo.

Fonte: Evasões