7 vinhos para beber este verão com os amigos e família

Vêm aí os tempos por que suspiramos o ano inteiro. Desativamos a cozinha e passamos a cozinhar lá fora, avivando brasas e preparando a mais diversa petiscaria. Largamos os cânones e as obrigações para abraçar o convívio entre amigos e família.

A cascaria é o trabalho mais sério que temos para fazer ao longo da época que se avizinha, os mais ousados munem-se de grelhadores e as mais diversas alfaias para abordar carnes, legumes e peixes, para gáudio e proveito de todos. Temos de estar munidos de um conjunto mínimo de vinhos para fazer face aos apetites, gostos e cozinhados para que nos orientamos.

O notável rosé da Quinta dos Carvalhais é uma novidade que vai dar grandes alegrias, vale bem a pena ter pelo menos uma caixa na garrafeira. No capítulo dos vinhos brancos, impressionou-nos muito a edição mais recente do Tons de Duorum, a mostrar aptidão para a mesa, e o branco de Castelão que Pegos Claros lançou no mercado promete emoção e surpresa.

Uma vénia à Adega de Portalegre pelo brilhante e clássico tinto que produziu, outra para a Casa da Esteira pelo estreme de Touriga Nacional que pôs em circulação. Da Quinta do Pôpa e da Quinta da Casa Amarela, ambos fortes em Touriga Franca, escolhemos vinhos flexíveis e capazes de abordar os pratos mais diversos. Boas provas!

Percorra a fotogaleria para conhecer as sugestões do crítico Fernando Melo.

Fonte: Evasões

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.